Portuguese English

Direitos das Crianças

ONU & COI

A utilização de crianças para fins de promoção e publicidade pessoal ou institucional viola o princípio da proteção integral a que devem estar sujeitas

Arregimentar crianças para fins políticos comerciais ou outros é uma prática, segundo a Declaração Universal dos Direitos das Crianças, simplesmente inadmissível.

Por isso, a Organização das Nações Unidas, em 20 de novembro de 1989, adotou por unanimidade a Convenção sobre os Direitos da Criança.

Olimpicamente Desajustado

José Manuel Constantino e os aneisA Proteção do Emblema Olímpico

O imperativo categórico de Kant diz-nos que devemos agir de maneira a que as nossas atitudes em relação às circunstâncias possam ser adquiridas como leis universais.

Ora bem, esta assunção leva-nos a aceitar que as nossas ações individuais e coletivas devem estar imbuídas de um sentido crítico que procura aferir da justa aplicação do princípio categórico enunciado.

Assim sendo,

a pergunta que se coloca é a que procura saber da legitimidade da utilização de crianças  numa campanha de marketing comercial e pessoal.

Cinesiologia ou Sciencia do Movimento

A Quem nos Ler

Paulo Lauret

Consintam que seja eu mesmo quem lhes apresente meu ultimo trabalho, que tão humilde o classifico, que não me atrevo a expol-o no mercatlo; resolvi distribuil-o ás pessoas que me honram, dispensando-me a sua protecção e amisade, pedindo-lhes que me auxiliem na ardua tarefa a que me propuz: tal é a de introduzir os exercícios do corpo como elemento educativo da mocidade d'hoje, que tanto carece de forças para poder resistir ao peso de tantas exigencias.

Senhores: Existe ha cinco annos um estabelecimento de educação physica no Porto (unico no paiz, nas condições exigidas, e dos primeiros da Península), que dispõe de todos os elementos para bem corresponder ao fim para que foi creado. É triste confessar: vive pobre, é limitadissimo o numero dos seus frequentadores. Não sei a que attribuir esta indifferença publica, se á ignorancia se á descrença, se á indolencia; seja qual for, a verdade é a que exponho.

Deste logar atrevo-me a pedir ao illustrado e muito respeitavel vereador de instrucção, o ex.mo snr. dr. Monteiro, dignissimo Par do Remo, que volva a sua atenção para este assumpto, que sabemos ser-lhe bastante sympathico. Aos illustrados membros das Escólas Parochiaes, aos directores de estabelecimentos de educação, aos paes, e, emfim, a todos aquelles a quem for confiada a educação da mocidade, pedimos egualmente que não descurem este assumpto, que, como vêem na exposição de documentos authenticos, é hoje no mundo civilisado um corollario.

Do Comité Internacional dos Jogos Olímpicos

Para o Comité Olímpico Internacional

No terceiro quartel do Século XIX, como refere Young (2013), o conceito de amador “não tinha sequer sido inventado” [i]. A questão da dialética “amador x profissional” só emergiu na sua plenitude com a própria fundação do Comité Internacional do Jogos Olímpicos[ii] cujo primeiro Congresso, realizado em 1894, foi organizado tendo como um dos seus objetivos principais o esclarecimento do conceito de amador.

Os congressistas, contra a dinâmica caótica da realidade do desenvolvimento do desporto, queriam construir um desporto de amadores, pelo que liberto de todo e qualquer interesse económico. Em conformidade, foram abertas as portas à discussão acerca do estatuto de amador no que diz respeito às condições de elegibilidade dos atletas. Eles estavam fundamentalmente interessados em organizar competições pelo que antes de ser Comité Olímpico internacional a organização foi designada Comité Internacional dos Jogos Olímpicos.

Como se sabe a questão do amadorismo x profissionalismo, para além de ter dominado o Congresso de Paris de 1894 acabou por nunca ser totalmente resolvida a não ser quando em 1992 as portas dos Jogos da XXV Olimpíada realizados em Barcelona foram abertas aos profissionais.


[i] David C. Young (1987). The Origins of the Modern Olympics: a New Version. In: The International Journal of the History of Sport, 4:3, 271-300, p. 274.

[ii] Nome que antecedeu o nome atual do Comité Olímpico Internacional

Rebentamento

José Manuel Constantino - Explosão

Cerebral

Muito embora animada pelo incrível apoio de José Constantino Presidente do Comité Olímpico de Portugal (COP) a CGTP informou que cancelou a marcha marcada para sábado na Ponte 25 de Abril, em Lisboa. Fez bem. Os riscos eram desnecessários…

Em consequência, Constantino ficou sozinho. Recordamos o que disse o incrível Presidente do COP:

“o Sistema de Segurança Interna (SSI) deu ontem um parecer técnico desfavorável à realização, a 19 de outubro, por parte da CGTP, de uma marcha de protesto cujo itinerário inclui a ponte 25 de Abril, invocando diversos riscos de segurança. Solução? Em vez de irem a marchar os manifestantes que vão a correr…….. e desse modo já não há problemas de segurança como o provam as varias corridas de atletismo por lá realizadas…”.

Constantino, depois de ter proposto Miguel Relvas para assumir as funções de "Alto Comissário da Casa Olímpica da Língua Portuguesa no Brasil", entendeu por bem “piscar o olho” à esquerda.

Mas, afinal, a manifestação vai ser realizada de camioneta.

E assim a ideia de Constantino rebentou-lhe na cabeça.

Esperamos que  já tenha reservado um lugar numa das camionetas.

Haja constan…tino.

 GP, 2013-10-16.

Efeito de Ídolo

Onde Estão as Políticas Públicas?

O País, nos últimos dias, foi agradavelmente surpreendido por resultados desportivos de significado: no ténis com João Sousa; no ciclismo com Rui Costa; no atletismo com Rui Silva; e no tiro com João Costa. Tudo isto, para além dos feitos excecionais de Nelson Évora e Vanessa Fernandes nos Jogos Olímpicos de Pequim e nos Jogos Olímpicos de Londres de Emanuel Silva e Fernando Pimenta.

A obtenção de resultados em competições internacionais tem sido uma agradável constante de há vários anos a esta parte em diversas modalidades desportivas individuais. Se considerarmos o que se passa no futebol, uma modalidade coletiva, então, podemos concluir que Portugal só não tem um nível desportivo digno de um país desenvolvido por ausência completa de políticas públicas que vão da educação desportiva ao alto rendimento.

Miguel Relvas nos Jogos Olímpicos

Vocês não se Indignam com a Impunidade que Percorre Portugal?

Depois do cartaz do “Vai Estudar Relvas” ter estado na Volta à França em bicicleta e nos Jogos Olímpicos de Londres (2012) os apupos, desta feita orais, chegaram aos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro (2016).

No passado dia 11 de setembro de 2013 um grupo de emigrantes portugueses protagonizou um protesto contra o ex-ministro chamando-lhe “aldrabão” e “ladrão”, “vai estudar” “nem aqui te dão o diploma”. A gravação da manifestação está no YouTube para quem quiser ver.

O Novo Presidente do Comité Olímpico Internacional

Mais Força, Mais Prestígio, Mais Recursos

Jacques Rogge, pela sua honestidade, dedicação e competência, deve ter sido, desde sempre, a nível Mundial, um dos melhores dirigentes desportivos do Movimento Olímpico (MO). Ao cabo de 12 anos de liderança, de acordo com a norma, paulatinamente e com a maior das dignidades, deixou o Comité Olímpico Internacional (COI) com mais força, com mais prestígio e com mais recursos.

Estas três dádivas permitem ao COI, não só organizar um futuro radioso como acudir a eventuais crises que possam imprevisivelmente vir a acontecer. Por isso, Jacques Rogge será avaliado por aquilo que fez mas, também, por aquilo que o seu sucessor o alemão Thomas Bach, eleito no passado dia 11 de setembro, de 2013, vai ser capaz de fazer com a organização de sucesso que recebeu.

Comité Olímpico de Portugal

Ao Serviço do Governo

Segundo notícia do COP (26.07.2013) [1] realizou-se a cerimónia de assinatura dos contratos-programa para o ciclo olímpico e paralímpico Rio 2016.

José Manuel Constantino, no final da cerimónia, comentou o acordo hoje assinado. "É um pacote financeiro que tem algum significado comparativamente ao do ciclo anterior, mas em relação ao presente ano não se verificaram alterações significativas. O que vai ser recebido em 2013 é que vai provocar dificuldades, porque o próprio COP vai ter de assumir parte das responsabilidades que deveriam ser assumidas pelo Governo. O Governo deu-nos conta de que não tem meios para disponibilizar mais recursos financeiros, portanto vamos nós assumir, com a garantia do Governo de que será recuperado o investimento no exercício de 2014".

O presidente do Comité Olímpico de Portugal manifestou, contudo, a sua compreensão para o facto, dado que a "situação muito difícil do ponto de vista financeiro obriga a que estes processos sejam também eles excecionais. O Governo está sujeito à insuficiência de meios que tem para apoiar os processos de desenvolvimento desportivo. Como tal, pode dizer-se que em 2014 se inicia efetivamente e na sua plenitude o programa de preparação olímpica, porque até ao final de 2013 é a continuidade do que se iniciou em janeiro".

Como é que alguém pode garantir que em 2014 vai resolver os problemas deixados de 2013? Como é que alguém pode sequer pensar que 2014 vai ser mais favorável do que 2013? Como é que é possível que o COP, tal qual repartição pública ao serviço do Governo, esteja a financiar o próprio Governo?


Olimpismo & Direitos Humanos

Quem Defende os Atletas?

O Comité Olímpico de Portugal (COP) convocou a Assembleia Eletiva para a Comissão de Atletas Olímpicos (CAO) para o mandato 2013-2016. A apresentação de candidaturas foi realizada até ontem, dia 16 de setembro. É tempo de aparecer gente que, dentro do COP, para além de todos os incómodos que nunca serão poucos, esteja verdadeiramente interessada em defender os interesses dos Atletas Olímpicos, porque, como diria Pierre de Coubertin, para que possam existir muitos praticantes desportivos é necessário que alguns, tais como, entre nós:

Páginas

Subscreva Fórum Olímpico de Portugal RSS

Menu principal

by Dr. Radut