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Moeda Olímpica

A Moeda Olímpica ou a Moeda da Joana Vasconcelos?

 

 

 

 

 

 

 

 

No que diz respeito aos Jogos Olímpicos (JO) antigos, numa breve consulta ao “google”, podem ser encontradas as imagens de variadas moedas alusivas a competições desportivas. Segundo os historiadores este tipo de moedas começou a se cunhada a partir de 480 aC. Já quanto aos JO modernos foi a partir de 1952, ao tempo dos JO de Helsínquia que, pela primeira vez, começaram a ser produzidas moedas alusivas aos JO. Entretanto, na dinâmica do colecionismo que tomou conta da vida moderna, os mais diversos Comités Olímpicos Nacionais (CONs), de uma forma natural, também começaram a produzir moedas comemorativas de âmbito nacional por ocasião da celebração dos Jogos de cada Olimpíada.

Em Portugal, de há vários anos a esta parte, o Comité Olímpico de Portugal (COP), em conjugação com a Imprensa Nacional Casa da Moeda (INCM), por ocasião dos Jogos de cada Olimpíada, tem também produzido uma moeda comemorativa. Desta feita, a fim de comemorar os JO da XXXI Olimpíada que se vai iniciar a 1 de Janeiro de 2016 o COP, seguindo a tradição, entendeu e bem, comemorar os JO do Rio de Janeiro (2016) com a habitual moeda.

O problema é que não se trata só de fazer as coisas bem. Tudo leva a crer que a INCM, no que diz respeito à produção da moeda, realizou um trabalho livre de qualquer crítica. O problema é que não chega realizar as coisas bem, é necessário realizar as coisas certas. O busílis são as decisões da responsabilidade do COP que deixam a instituição e os seus dirigentes numa posição profundamente fragilizada. São elas: (1º) razões de ordem ético-organizativa; (2º) razões de ordem estético-pessoal e; (3º) razões de ordem histórico-cultural.

Olisipíadas

As Olisipíadas: Para uma Cultura de Autenticidade

Os jogos estão de volta à cidade de Lisboa. Mas, ao voltarem, levantam uma questão que se relaciona com o nome com que, desta feita, se apresentam: Olisipíadas. As Olisipíadas, segundo o Presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML), “são o primeiro evento desportivo organizado pela Câmara Municipal de Lisboa em parceria com as novas 24 freguesias”. Todavia, independentemente do entusiasmo com que os Jogos da Cidade foram apresentados, causa preocupação a sua associação ao nome da cidade ao tempo da dominação romana: Olisipo.

Do ponto de vista semântico, a palavra Olimpíada não significa os jogos propriamente ditos. Contudo, à semelhança do que acontece com o termo Olimpíada os especialistas do marketing, para quem, geralmente, a cultura é um empecilho à técnica de comunicação, com uma simples associação de ideias, construíram a palavra Olisipíadas sem cuidarem de saber as implicações que resultariam de tal associação. Porque, se a palavra Olimpíada significa, tão só, um período de quatro anos, uma Olisipíada não é mais do que um período de quatro anos relativo aos Jogos Olisipos. Portanto, tal como as Olimpíadas não são os Jogos Olímpicos, as Olisipíadas também não podem ser os Jogos de Lisboa.

Políticas Públicas

Uma Nova Agenda para o Desporto

​Gustavo Pires

 

A situação desportiva em que o ora extinto Bloco Central deixou o País é, simplesmente, dramática. E é tanto mais dramática quanto se sabe que ela foi realizada com a conivência de técnicos de desporto, licenciados, mestres e até doutores que, tanto na administração pública quanto no livre associativismo, na maior das irresponsabilidades, contribuíram para a deplorável situação em que a organização do desporto e as suas estruturas mais representativas se encontram. Claro que o XIX Governo, com o seu fundamentalismo partidário que nada tinha de ideológico mas tão só de “selvageria política”, conduziu ao clímax uma situação de confusão que, há muito, já se desenhava no desporto nacional. Por isso, é não só necessário como urgente começar a construir uma alternativa ao processo de destruição do desporto nacional desencadeado a partir de 2003 ao tempo do XV Governo Constitucional.

Independência do Movimento Olímpico

Um Movimento Olímpico subserviente e financeiramente dependente do poder político sempre deu mau resultado

É a Educação Estúpido...

Vitor Serpa, na maior das oportunidades, foi ao Comité Olímpico de Portugal dizer:

"É a educação estúpido..."

 

As Olisipíadas

As Olisipíadas voltaram à cidade de Lisboa!II

O Olimpismo, enquanto filosofia de vida que coloca o desporto ao serviço do desenvolvimento humano, obriga os dirigentes a um conhecimento que, tanto do ponto de vista biológico como do ponto de vista cultural, promova um desporto limpo. 
Porque, é de uma grande incoerência, por um lado, pretender-se combater o uso de produtos dopantes (doping) que fazem aumentar artificialmente os resultados desportivos e, por outro lado, permitir-se utilizar imagens inapropriadas a fim de aumentar os resultados políticos. 
Associar os Jogos da Cidade de Lisboa ao nome da cidade ao tempo do domínio romano – Olísipo – parece-me não só inapropriado como de uma grande infelicidade política. Uma coisa foi o desporto produzido pela civilização grega e outra, completamente diferente, o desporto produzido pela civilização romana.
Ver o Comité Olímpico de Portugal associado a tal projeto, embora não nos admire, revela tão só uma organização cuja liderança é incapaz de defender o seu próprio credo que, de acordo com Pierre de Coubertin, está na cultura do estádio olímpico e não na do circo romano.
No modelo desportivo do circo romano os gladiadores, para gaúdio dos espetadores, entregavam-se às lutas de morte em combates “damnati ad gladium” quer dizer, entre os “condenados à arena”. Eles, simplesmente, protagonizavam um desporto de escravos. Era a política do “panem et circenses” de Juvenal.
No modelo desportivo do estádio grego quando o jovem competia na luta, na corrida ou nos lançamentos pensava na satisfação da sua cidade natal na medida em que era a glória dela que ele desejava projetar e até as coroas de louros que os juízes colocavam nas suas cabeças eles as consagravam aos deuses das suas cidades. Eles protagonizavam um desporto de homens livres. O estádio olímpico era o lugar central da cultura grega. 

Pierre de Coubertin (1863-1937)

Textos Escolhidos

O Comité Internacional Pierre de Coubertin com o apoio da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul / Porto Alegre / Brasil acabou de publicar em português uma seleção de textos de Pierre de Coubertin. Os editores foram Norbert Müller e Nelson Todt.

Esta obra, de que já existe, pelo menos, uma edição em língua inglesa e outra em língua castelhana, é de fundamental importância para a compreensão e divulgação do pensamento de Pierre de Coubertin. Há muitos dirigentes e técnicos no Movimento Olímpico a falarem de Pierre Coubertin sem nunca terem, minimamente, lido a sua obra. Acontece até que hoje, em nome de Coubertin, cometem-se os maiores dislates.

A partir de agora, deixou de haver desculpas. Sobretudo para aqueles dirigentes que ligados aos Comités Olímpicos Nacionais têm a obrigação de defenderem e preservarem o pensamento e a obra de Pierre de Coubertin cuja ideia fundamental foi a de colocar o desporto ao serviço da paz e do desenvolvimento humano.

A presente edição dos textos de Pierre de Coubertin, que foi publicada sob os auspícios do Comité Olímpico Internacional, ficou-se sobretudo a dever ao Prof. Nelson Todt Presidente do Comité Brasileiro Pierre de Coubertin e Professor Titular da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul / Porto Alegre. Sem o seu entusiasmo, dedicação e competência tal nunca teria sido possível.

A obra está disponível numa versão eletrónica gratuita no link:

http://ebooks.pucrs.br/edipucrs/Ebooks/Pdf/978-85-397-0736-2.pdf

Fórum Olímpico de Portugal

A Síndrome Blatter

 e o Futuro do Movimento Olímpico

Gustavo Pires

Joseph Blatter presidente da FIFA é membro do Comité Olímpico Internacional (COI) desde 1999. O seu currículo é impressionante. Para além de vários cargos em diversas organizações desportivas, apresenta numerosas condecorações das quais se destaca a Ordem de Mérito Olímpico. Apesar disso, Blatter desceu aos infernos da humilhação quando, em vésperas daquilo que seria uma pacata eleição para um escandaloso quinto mandato, viu nove diretores da FIFA serem presos pelo “Federal Bureau of Investigation” (FBI), acusados de fraude, extorsão e lavagem de dinheiro.

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