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Instalações Públicas Desportivas

Piscina lazerInstalações Públicas Desportivas

Política de Preços

José Pinto Correia (*)

Em Portugal não se discute correntemente a racionalidade económica e política que está na base dos preços associados à prática desportiva. Nem os que respeitam aos preços que os clubes desportivos praticam para os seus associados ou discriminatoriamente para os praticantes ocasionais não-associados. Nem aqueles outros preços que as entidades públicas detentoras da propriedade e/ou da gestão de instalações desportivas diversas praticam nos acessos individuais e de grupo aquelas infra-estruturas desportivas.

Mas a temática associada à formação destes últimos preços do desporto é uma daquelas em que se pode dizer categoricamente que a economia e a política estão intrinsecamente ligadas. Porque ainda que possam existir elementos subjacentes que apenas radiquem em critérios económicos há também indiscutivelmente associados a estes outros critérios ou juízos que relevam de factores e escolhas de natureza política.

Por isso mesmo, é bom relembrar que quando a economia passou a existir como ciência era concebida e se apelidava nos seus primeiros textos autorais como sendo “economia política”.

Explicitemos melhor então algumas das vertentes que podem estar em apreciação e decisão quando se formam os preços de prática desportiva em instalações públicas, detidas por entidades desta natureza colectiva e que não prosseguem o lucro ou os interesses particulares nem uma “função de preferência” dos seus membros, como são neste último caso os clubes desportivos das mais diversas modalidades.

Quando se quer fazer a promoção desportiva através de infra-estruturas públicas, que entre nós habitualmente se entendem como aquelas que foram pagas com dinheiros de entes públicos/estatais e são habitualmente geridas por entes desta mesma natureza pública, central ou local, há custos de funcionamento de vários tipos a considerar para a formação dos preços associados à prática desportiva que nelas pode vir a ter lugar.

Jogos Olímpicos

José Soares

Uma Visão Empresarial do Nosso Rendimento

José Soares
 
Existe em Portugal e, muito provavelmente, noutros países - particularmente nos mais subdesenvolvidos - uma tendência para exigir ao desporto aquilo que não exigimos a nós próprios. Queremos que um país que se situa muito abaixo da média europeia na maioria dos parâmetros pelos quais se mede o desenvolvimento de um Estado consiga ter uma performance semelhante à conseguida pelos povos que, ao longo dos anos mais recentes da História, se têm mantido na frente do pelotão. Se fizermos uma analogia com as empresas, é pedirmos aos nossos empresários das PME que compitam com as companhias de maior prestígio da Europa ou do mundo. É claro que há excepções: mas não são mais do que isso: encontram-se fora da mancha de concentração. São outsiders.

A Empresa como Organismo Vivo

José Soares

O Corpo como Exemplo de Boas Práticas

José Soares

 
José Soares (52), é professor catedrático de Fisiologia na Faculdade de Ciências do Desporto da Universidade do Porto. A sua actividade profissional está também ligada ao desporto de alto rendimento.
José Soares, na linha de Gareth Morgan trás o poder da metáfora biológica para o mundo da gestão e da organização das empresas. A originalidade do seu trabalho está no facto de ter construído um conjunto de analogias entre diversos aspectos biológicos da condição humana bem como das doenças que afectam o homem e colocá-los ao serviço de uma melhor compreensão do que se passa no mundo das empresas. A partir daí, José Soares procura definir o ”antibiótico” ajustado à resolução dos problemas.

Religião Olímpica

Coubertin RádioPierre de Coubertin (1863-1937)

A primeira característica essencial do Olimpismo antigo tal como do Olimpismo moderno, é o de ser uma religião. Ao cinzelar o seu corpo pelo exercício como o faz um escultor de uma estátua, o atleta antigo “honrava os deuses”. Ao fazer o mesmo, o atleta moderno exalta a sua pátria, a sua raça, a sua bandeira. Penso pois que tive razão ao restaurar desde o princípio, à volta do Olimpismo renovado, um sentimento religioso transformado e engrandecido pelo Internacionalismo e a Democracia que distinguem os tempos actuais, mas o mesmo portanto que conduzia os jovens helenos ambiciosos do triunfo dos seus músculos, junto dos altares de Zeus. 

Entrevista à “Radio de Genève” em 4 de Agosto de 1935
in: Pierre de Coubertin Textes Choisis – TOM IIII – Olimpisme, p. 435

 

Artur d'Oliveira Valença

Artur d'Oliveira Valença

Olímpica Solidariedade Finlandesa

Gustavo Pires

Seria bom que os verdadeiros finlandeses compreendessem que, uma coisa é a situação financeira e económica a que, alguns políticos, conduziram  Portugal, e outra, completamente diferente, é o honrado, trabalhador e sério povo português, quer dizer, os verdadeiros portugueses.
Os finlandeses, um povo que tem sofrido as agruras da história por viver paredes meias com a Rússia, devia lembrar-se que a palavra solidariedade é de extraordinária importância quando se trata de apoiar países que pelas mais diversas circunstâncias se encontram em dificuldade. Assim, quando ameaçam vetar o vergonhoso e humilhante mas imprescindível resgate financeiro a Portugal deviam considerar que, também eles, no passado, foram objecto de solidariedade dos portugueses, entre outros de Artur d’Oliveira Valença (1897-1978) que, muito provavelmente, hoje, nenhum finlandês deve conhecer.
 Mas quem foi Artur d’Oliveira Valença?

Narrativas da Nação

Rosa Mota

Proporcionadas pelas Vitórias Desportivas e seus Heróis

Ana Santos (1)

1. Introdução

Os heróis desportivos enquanto figuras proeminentes de "afectos identitários" permitem aceder a um conjunto de narrativas da Nação.

Esta comunicação pretende ser apenas um ensaio de exploração desta temática, e neste sentido trata apenas alguns discursos, produzidos pela Imprensa escrita, relacionados com grandes competições internacionais, como os Jogos Olímpicos e os Campeonatos da Europa de futebol.

História do Movimento Olímpico

O Conde de Fontalva

2º Presidente do Comité Olímpico Português

Está por fazer a história do Movimento Olímpico. Desde logo a relativa ao período que decorre entre 1912  e 1924 quando José Pontes foi eleito Presidente do COP em substituição do Com.te Prestes Salgueiro que tinha sido indigitado em 1919 para fazer ressurgir o Movimento Olímpico em Portugal a fim de preparar a equipa portuguesa para participar nos Jogos Olímpicos de 1920 que se realizavam em Antuérpia.

Dos vários assuntos a tratar relativamente a este período está certamente o do Conde de Fontalva (1860-1927). O título de Conde de Fontalva foi criado por decreto de 30 de Janeiro de 1890 do rei D. Carlos I de Portugal a favor de Alfredo Ferreira dos Anjos.

Jayme Mauperrin Santos morreu no ano seguinte a ter sido eleito Presidente do Comité Olímpico Português. E a "Revue Olympique" n.º 97, Janvier 1914, órgão informativo oficial do Comité Olímpico Internacional noticiou:

“Le Comité Olympique portugais a été récemment éprouvé par la mort de son distingué président M. le Dr. Mauperrin Santos. Le Comte de Fontalva a été élu à la présidence à la suite de ce triste événement."

Contudo, o Conde de Fontalva, até esta data, tem sido ignorado pelo COP como tendo sido o  segundo presidente do Comité Olímpico Português.

Quando o Conde de Fontalva foi eleito o segundo presidente do Comité Olímpico Português, já havia pouco a fazer. As disputas políticas e partidárias que assolavam o País, como não podia deixar de ser, tiveram enormes repercussões no mundo do desporto que também se envolveu em lutas intestinas, pelo que acabou por não resistir nem à voragem da República nem, depois, à tragédia que foi a Iª Grande Guerra Mundial (1914-1918). Em consequência, o COP entrou num processo de desagregação interna da qual só viria a recuperar, por intervenção do Governo, já depois da guerra.

Mas afinal quem foi o Conde de Fontalva?

1906

Casa Real

Portugal: Cem Anos de Olimpismo

Gustavo Pires & Elsa Pereira

 Ao contrário daquilo que a propaganda republicana dizia, D. Carlos I foi um dos monarcas mais inteligentes e capazes do seu tempo, sempre fiel à monarquia constitucional. Foi um governante sério e preocupado com os problemas do País e o bem-estar dos portugueses. Contudo, só a partir dos anos vinte é que os portugueses começaram a alterar a sua opinião relativamente ao monarca. A partir de então, foram publicados vários livros acerca de D. Carlos que frisavam não só as suas qualidades humanas, bem como a sua capacidade política, as suas competências científicas e a sua sensibilidade artística. Mas D. Carlos foi também um desportista de reconhecidos méritos. Ele foi justamente considerado o primeiro “sportsman” português. Ora, parece-nos uma falha de lesa-majestade que este facto da vida do monarca não tenha sido devidamente biografado, tanto mais que o Rei foi o responsável pela introdução do Movimento Olímpico em Portugal. O presente ensaio tem por objectivo desenvolver o currículo desportivo do penúltimo Rei de Portugal, barbaramente assassinado em 1 de Fevereiro de 1908.

Até que apareçam novos dados, a carta de aceitação do cargo de “Encarregado de Negócios em Portugal do Comité Olímpico Internacional”, por indicação de D. Carlos Rei de Portugal, escrita por António Lancastre em 9 de Junho de 1906 a Pierre de Coubertin, constitui um acto formal com a dignidade necessária que estabelece o momento de arranque do Movimento Olímpico em Portugal. Por outro lado, não sendo aquele acto um acto isolado mas a consequência lógica que decorre de uma vida dedicada ao desporto, atribui também a D. Carlos I, 34º Rei de Portugal, independentemente do regime político, o estatuado de patrono do Movimento Olímpico português. Assim se faça justiça.

 

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