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Desporto &
Desenvolvimento humano

Lógicas de Gestão

Londres - Jogos Olímpicos 2012

Portugal - Euro 2004

Dois países, dois projectos, duas lógicas de gestão de recursos públicos
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Não há países desenvolvidos e subdesenvolvidos, há países administrados e subadministrados.
.Peter Drucker (1909-2005)

Londres 2012

Custos, Legados & Política Desportiva

A candidatura à realização de uns Jogos Olímpicos é uma questão muito séria. Foi esta a ideia das palavras de Jacques Rogge presidente do Comité Olímpico Internacional (COI) ao rejeitar a possibilidade de se proceder a uma rotação continental da realização dos Jogos Olímpicos (1), prática esta já assumida pela Federação Internacional de Futebol no que se refere ao Campeonato do Mundo.
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Neste domínio, o COI, felizmente, “não brinca em serviço”, pelo que actualmente pelos exigentes cadernos de encargos bem como pelos apertados sistemas de controlo, toda e qualquer "aventura olímpica" está pura e simplesmente condenada ao fracasso.

Para alé do mais, depois da experiência de Atenas o COI dificilmente embarcará em projectos que lhe possam causar a mínima “dor de cabeça”.

Comunicar

Pôr os Clubes a Comunicar

José Pedro Sarmento 

."FC Porto e Benfica jogam hoje sobreaquecidos pelos dirigentes"
(Público, 28/10/06)

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.A comunicação é um elemento fundamental de qualquer organização, garante da sua própria existência. Sem um esquema de comunicação nada poderá funcionar no seio de uma estrutura organizativa, seja de que tipo que for.
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Comunicar equivale a transmitir e trocar informações, o que actualmente significa um constante recurso aos mais diversos meios e formas de comunicação, com vista a garantir a diversidade e a capacidade de produção das organizações, de acordo com os seus objectivos. Sem um adequado fluxo comunicacional interno e externo a eficácia e a eficiência de qualquer cadeia de produção serão severamente afectadas. Este conceito tão óbvio pode eventualmente permitir algum menosprezo em relação ao papel que a comunicação desempenha na performance global da organização.

A Crise do Desporto Moderno

"Just do it"

A crise do desporto moderno parece-nos ser um dos indicadores mais significativos que nos aconselham a reequacionar os modelos tradicionais de organização desportiva. Tanto o “desporto profissional” como o “desporto educação” estão em profunda crise. Esta crise surge também da desagregação do modelo corporativo do desporto tradicional, que já não responde às dinâmicas da sociedade da nova economia, naquilo que esta tem a ver com a industria do entretenimento associada às novas tecnologias de informação e comunicação e ao desporto.

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Gestão do Desporto - A Arte do Jogo

Apresentação

Se atendermos às posições dos diversos autores, Costa, L. (1979), Parkhouse, L., & Ulrich, O. (1979) Chazaud, P. ( 1983) Chelladurai, P. (1985, 1994), Gordon, A. (1988) Tatarelli, G. ( 1986), Zeigler, E. (1987), Parkhouse, B. (1996) Slack, T. (1991, 1998), Soucie, D. (1994) Pires, G. & Claudino, R. (1994), entre outros, que nos últimos vinte anos se têm dedicado à problemática da Gestão do Desporto, podemos encontrar um conjunto de indicadores que determinam a sua existência como uma nova área de intervenção profissional.

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Teoria da Conspiração

Os Jogos da Lusofonia na Geoestratégia da China

Gustavo Pires
José Pinto Correia

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Marketing do Desporto

Abel Correia (*)

Com a crescente generalização dos hábitos de prática desportiva pelos mais diversos segmentos sociais ao longo dos últimos 20 anos, o desporto evoluiu  de uma situação caracterizada pela insuficiência da oferta face à procura, para a actual realidade, onde o desequilíbrio entre a produção de serviços e o consumo obriga as organizações a encarar os praticantes desportivos como um bem escasso.

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O Brasil em Portugal

O Tiro e Sport no Brasil

Uma das missões do Fórum Olímpico de Portugal, é precisamente a de estuar a problemática do Desporto e do Olimpismo nos países de língua portuguesa.
Assim, estamos abertos aos mais diversos contributos de estudiosos e investigadores que desejem participar na construção e divulgação do conhecimento entre os países que falam português.
Vamos começar pelo Brasil e aquilo que em Portugal é possível encontrar sobre o passado do desporto brasileiro.

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Educação Desportiva

Sentido Antropagógico

André Escórcio (*)

Os mentores desta Educação Física continuam a matar a liberdade criadora dos professores ao fazerem deles meros executantes de decisões que não têm em conta as realidades locais, as necessidades do Homem e a vida.

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Políticas Públicas & Jogos da Lusofonia

Eventos Desportivos & Desenvolvimento

Gustavo Pires
José Pinto Correia

1. Apresentação

Portugal tem vindo a candidatar-se à realização e à organização de eventos desportivos internacionais sem que as condições de candidatura, bem como os resultados pretendidos, sejam de uma forma aturada, estudados e avaliados não só nas condições que determinaram as candidaturas como sobre os efeitos e impactos pretendidos com a sua realização.

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Narrativas da Nação

Narrativas da Nação

Proporcionadas pelas Vitórias Desportivas e seus Heróis

Ana Santos (1)

1. Introdução

Os heróis desportivos enquanto figuras proeminentes de "afectos identitários" permitem aceder a um conjunto de narrativas da Nação.

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A Monarquia o Olimpismo e a República

A Questão da Fundação do COP

Gustavo Pires
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A carta de aceitação do cargo de “Encarregado de Negócios em Portugal do Comité Olímpico Internacional” escrita por indicação de D. Carlos Rei de Portugal, por António Lencastre em 9 de Junho de 1906 a Pierre de Coubertin, tem a dignidade necessária para ser considerada como a da fundação do Comité Olímpico de Portugal (COP). Segundo julgamos saber, foi pela primeira vez publicada em Portugal pelo Norte Desportivo em 10 de Junho de 2006, quer dizer, cem anos e um dia depois de ter sido enviada. Nela pode ler-se:

“Le Comité Olympic International, dû à votre obligeance, tiendrait à m’elire représentant de mon pays ou sein de votre honorable compagnie. Touché de votre bienveillance je m’expresse de porter à votre connaissance que j’accèpte votre indication avec le plus grand plaisir, soucieux de’apporter mon concours à votre œuvre. ... ” (ver)

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Contudo, o COP arvorando-se em continuador da Sociedade Promotora da Educação Física Nacional (SPEFN), tem vindo a insistir na data de 26 de Outubro de 1909 como a da sua fundação, atrasando deste modo, mais de três anos a institucionalização do Olimpismo em Portugal.

Primeiras contestações

No entanto, a data da fundação do COP foi posta em causa em princípios dos anos oitenta. Ao tempo, Orlando Azinhais e João Sequeira Nunes, denunciaram o facto do COP não poder ter sido o continuador da SPEFN na medida em que esta sociedade não se extinguiu a partir de 1912, data em que, segundo o semanário “Sports Illustrado” de 4 de Maio de 1912, foi fundado o Comité Olímpico Português a 30 de Abril, fundamentalmente com o objectivo de se organizar uma representação nacional aos Jogos Olímpicos de Estocolmo.

Entretanto, o jornal “A Bola” (3/4/94) imprimia em parangonas: “COP Festeja Aniversário em Data Errada” indo buscar a notícias do “Sport Illustrados” de 4/ de Maio de 1912 e Carlos Cardoso presidente da Confederação do Desporto de Portugal, num trabalho publicado na “A Bola” (13/6/03), afirmou que a data em que o COP comemora o seu aniversário além de estar errada não era verdadeira na medida em que a SPEFN de facto, foi fundada a 27 de Novembro de 1909.

No semanário “Norte Desportivo” referimos na edição de 10 de Junho que se estavam a passar 100 anos sobre a fundação do Olimpismo em Portugal, mas que passaram completamente despercebidos não só à generalidade da comunicação social como, o que é inaceitável, ao próprio COP.

Recentemente o jornal “A Bola” (19/9/06) voltou ao tema através de Carlos Cardoso e de alguma maneira começou a aderir à tese da importância que deve ser dada à data de 9 de Junho de 1906.

Porque é que não se muda?

Perguntarão porque é que a data da fundação do COP está envolvida em tais confusões? Em nosso entender toda esta confusão ficou-se em grande media a dever a José Pontes e aos livros por ele escritos, como ele próprio diria, “à lá diable”, que no fundo eram verdadeiros instrumentos de promoção pessoal que pouco tinham a ver com o rigor exigido à historiografia. José Pontes, aliás como sublinhou Orlando Azinhais, rodeou sempre a questão da data da fundação do COP.
Pergunta-se então porque é que o COP não adopta a data de 30 de Abril de 1912 como a da sua fundação?
Segundo dizem, para não perder o seu lugar de ordem na lista de membros aderentes ao Comité Olímpico Internacional.

Há necessidade de insistir numa falsidade?

Mas a verdadeira questão que hoje se coloca é a que procura saber se o COP tem realmente necessidade de ir buscar emprestada uma data que justifique a sua fundação em 1909 e não em 1912, quando pode defender com toda a legitimidade 1906?
Quanto a nós, a resposta só pode ser negativa, na medida em que o que é facto é que Portugal entrou no clube Olímpico pela acção do Rei D. Carlos em 9 de Junho de 1906.
E entrou não porque D. Carlos fosse o Rei de Portugal mas porque era, de facto, um desportista e um amante da causa desportiva.

Era D. Carlos I um homem do desporto?

O currículo desportivo de D. Carlos ombreava com o de qualquer “sportmen” da época. A este respeito escrevia o “Tiro e Sport” na sua edição de 15 de Fevereiro de 1905, por motivos da inauguração oficial do Centro Nacional de Esgrima a 6 de Fevereiro do mesmo ano:
“Varios tem sido os aspectos, sob os quaes tem sido biografado S. M. El-Rei, como soberano, homem de sciencia, artista, yacthman. Como esgrimista cabe-nos a subida honra de o fazer e, francamente confessamos, desejaríamos dispor de grandes recursos d’inteligência para que podessemos biographar, como merece, o supremo Chefe da Nação Portugueza. (…) Sua Magestade El-Rei cultiva desde os sete annos a esgrima, tendo sido seus professores, primeiro o celebre professor francez Henri Petit, seguindo-se-lhe Luiz Monteiro e António Martins. Tem sido com este último professor, com quem durante maior lapso de tempo tem trabalhado S. M, e o mestre não se cansa de tecer elogios ás excellentes qualidades que S. M. possue como esgrimista. (…) Anima com a sua presença todas as festas de esgrima, e com a sua palavra incita todos quanto procuram radicar no espírito do nosso povo a prática da esgrima. E, tem sido com o appoio sempre constante de sua Majestade El-Rei, que António Martins, nunca desfalleceu no caminho que encetou, procurando desenvolver o gosto pela esgrima em Portugal. O Centro Nacional de Esgrima, também encontrou sempre sua majestade prompto em auxiliá-lo, e muitíssimo lhe deve essa agremiação, não só pela subida honra da sua presença á festa d’inauguração, e de ser seu sócio protector, como pela rápida solução de varias difficuldades na sua instalação.”
Na realidade, D. Carlos foi um reconhecido praticante e dirigente desportivo, empenhado na causa do desporto, pelo que, bastas vezes, emprestou a sua figura de monarca a diversas organizações e eventos desportivos. Por exemplo, foi Presidente Honorário de várias agremiações entre as quais a União dos Atiradores Civis Portugueses fundada em 16 de Novembro de 1893 e a União Velocipédica Portuguesa fundada a 14 de Dezembro de 1899.
Como escreviam os jornais da época ele foi “o primeiro sportsman portuguez”.

Uma questão de verdade e de justiça

Por isso, quando se faz apelo para que seja reconhecida a data de 9 de Julho de 1906 como a da fundação do Olimpismo em Portugal e, por isso, a data que o COP devia adoptar como a da sua fundação, para além de se estar a repor a verdade histórica possível, está-se a fazer justiça a D. Carlos e à família real portuguesa que sempre demonstraram uma grande dedicação à causa desportiva e o arranque do desporto em Portugal a eles muito se ficou a dever.

Estamos convencidos que só o trágico e estúpido regicídio, bem como a implantação da República em 1910, fizeram com que ao acto conjunto de D. Carlos e Pierre de Coubertin que culminou na carta de aceitação de António Lancastre, não tenha sido dado o devido significado. Entretanto, com o passar dos anos o comodismo instalou-se e o discurso politicamente correcto passou a fazer cátedra pelo que a sociedade desportiva se tem permitido com relativa paz de espírito conviver não só com uma tremenda mentira histórica bem como com uma profunda injustiça.

GP, 7/10/06.

Pictogramas para Beijing

 Wang Jie

A ideia original pertence ao estudante Wang Jie, de 27 anos, da Academia Central de Belas Artes da China. Contudo, Wang Jie desenvolveu o projecto numa dinâmica grupal envolvendo vários estudantes da sua Universidade bem como da Escola de Belas Artes da Universidade de Qinghua, tendo mesmo afirmado que “nada se consegue fazer sozinho”.

 

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Economia do Desporto

Vias de Investigação

                                                 José Pinto Correia

A economia do desporto é agora um pequeno domínio da ciência económica que vem tomando a devida consideração e projecção com os desenvolvimentos recentes do desporto a nível mundial. Assim, apareceram recentemente alguns livros de texto relativos a esta nova disciplina de que se destacam – entre 2000 e 2003 – o de Downward & Dawson, 2000; o de Fort, 2003; o de Leeds & Von Allmen, 2002 e o de Sandy, Sloane & Rosentraub, 2004).

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Fórum Olímpico de Portugal

O Registo Nacional de Pessoas Colectivas acabou pela 2ª vez de negar provimento à solicitação do Comité Olímpico de Portugal no sentido do Fórum Olímpico de Portugal perder o direito ao uso da sua denominação.

Porque se trata de mais uma peça de enorme acuidade no quadro da construção do futuro do desporto em Portugal, não podemos de aqui a deixar registada.

Registo Nacional de Pessoas Colectivas II

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