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Desporto &
Desenvolvimento humano

Relatório Arnaut

Breves Comentários

Pedro Vieira
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É hoje unânime, em termos de opinião pública desportiva, que o futebol português atravessa dias difíceis. São vários os problemas causadores, de referir apenas três que considero mais importantes, a saber:

1. Negligência e incapacidade de gestão que se fixou no tope do dirigismo desportivo, designadamente no que diz respeito às principais estruturas que superintendem e controlam (Federação e Liga), organizações de classe (treinadores, árbitros e futebolistas) e os próprios clubes;

2. Estruturais e financeiros. A quase totalidade dos clubes, salvo raras excepções – Sporting, Benfica; FC. Porto e SC. Bragas, não possuem os meios estruturais e económico/financeiros autónomos adequados às circunstâncias e necessidades competitivas;

3. Modelo e mapa competitivo. Estão desajustados com a realidade (fortemente precária) existente e já não representam geograficamente, no que diz respeito à principal Liga, a totalidade do território português.

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Estratégia de Desenvolvimento

Financiamento do Desporto Federado

José Pinto Correia & Gustavo Pires

1. O “Modelo e o Sistema Desportivo”

Muitas vezes se invoca em diversos ambientes e locais, mesmo nos “media” desportivos, a denominação “modelo desportivo”. Outras vezes ouve-se apelidar, com sentido recente pejorativo, os envolvimentos pouco perceptíveis do desporto, designadamente no futebol, de “sistema”.

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O Valor do Desporto

Política Portuguesa versus Política Inglesa

 Ana Lúcia Leite

1. Introdução

Actualmente é frequente ouvir falar em desenvolvimento sustentável. Mas o que será isto no contexto desportivo?

Na Carta Europeia do Desporto (1993), no seu artigo 10º, são relacionados os dois conceitos, o Desporto e o Desenvolvimento Sustentável, contudo as estratégias e as políticas previstas não contemplam de forma clara esta perspectiva, pois apesar de o desporto se começar a mostrar como uma actividade económica importante ainda é tratado de forma marginal, em especial por alguns países da União Europeia.

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O Valor do Desporto

Políticas Públicas Desportivas

Rui Neto Biscaia

O acentuado desenvolvimento e a projecção que o desporto vem adquirindo a nível mundial têm sublinhado a necessidade de se estudar este fenómeno e compreender qual a sua importância para as sociedades.

O desporto deve ser encarado como um fenómeno social total, constituindo-se como um instrumento de desenvolvimento nacional, local e de cidadania.

O desporto, enquadrado no que habitualmente se denomina como a indústria do lazer, é responsável por uma parcela significativa das despesas de consumo das populações, constituindo-se como uma importante actividade económica, sendo que a sua análise deve contemplar a sua riqueza de valores tanto do ponto de vista económico, como também social e ambiental. (ler mais)

Revistas Internacionais em Ciências do Desporto

Por que Razão Há Poucas Revistas Internacionais

 em

Ciências do Desporto? (I)

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Pedro Guedes de Carvalho
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Tenho-me preocupado nos tempos mais recentes, em pesquisar o que há escrito pelo mundo fora, sobre C. do Desporto, em revistas anglo-saxónicas e outras, que estejam consideradas como referenciais na comunidade científica internacional (classificação ISI, de preferência). Dei conta que, para além de poucas, as revistas onde existem artigos relacionados com o Desporto, estão sempre muito associados a especificidades dentro das partes que constituem o todo Homem.
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Adepto da ruptura epistemológica atribuída à obra de Manuel Sérgio que lança as bases da Motricidade Humana, deveria voltar-se à discussão sobre o que é actividade, desporto, motricidade humana. Uma das escolas em Portugal, fez a sua mudança de nome com base nessa ruptura; outras abandonam a designação de Ciências e utilizam apenas a palavra Desporto. Julgo que poucos serão ainda aqueles que se mantêm numa posição de defender que Desporto é sobretudo actividade física; com a excepção clara do Ministério da Educação onde os mentores de programas ainda se localizam no paradigma industrial e continuam teimosamente a manter a disciplina EDUCAÇÃO FÍSICA e a organizar o DESPORTO ESCOLAR.
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Mas interrogo-me: Porquê?
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Hipótese 1: Quem elabora os programas não acompanhou o debate dos últimos anos;
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Hipótese 2: A Motricidade Humana não está reconhecida como verdadeira e nova Ciência (ou, é ainda demasiado vasta e nela cabe tudo);
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Hipótese 3: O dito debate sobre o assunto não foi consolidado e foi ultrapassado pela velocidade dos acontecimentos.
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Nesse sentido, julgo que este debate e estudo deveria tornar-se mais científico e, modestamente, vindo da área de Economia e Gestão, tive a sorte de privar de perto com muitas das pessoas que participaram activa e militantemente nestes debates.
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Li o suficiente sobre Manuel Sérgio e penso que em muito pouco tempo poderei contribuir mais profundamente para este debate. Ficam apenas estas questões e hipóteses; quando as tiver mais reflectidas e fundamentadas voltarei ao site. 
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Agôn - Gestão do Desporto

O Jogo de Zeus

Os gregos antigos viajavam longas distâncias não só para consultarem os oráculos, mas também para participarem nas grandes festas dos jogos. Estes, eram o centro da vida numa comunhão virtuosa entre o homem e a sociedade. De um lado, a deusa Paidia geria a algazarra do divertimento que podia ir até ao êxtase da violência selvagem cantada por Homero. Do outro lado, o deus Ludus promovia a ordem e a excelência da “areté”, através do polissémico conceito de “agôn”.
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Em 1887, Pierre de Coubertin (1863-1937) lançou ao mundo a ideia de voltar a organizar os Jogos Olímpicos. A partir de então, o Movimento Olímpico moderno assumiu a divisa latina “citius”, “altius”, “fortius”, temperada com o mote “o importante é participar”. Depois, desde que em 1960 a televisão entrou realmente nos Jogos Olímpicos, o desporto transformou-se na actividade de maior magia à escala do Planeta.
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Vivemos na sociedade do conhecimento. Saber onde o desporto está, de onde vem e para onde deve caminhar é de fundamental importância na medida em que o jogo volta a ser a questão central da vida de muitos milhões de pessoas por esse mundo fora.

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Comité Olímpico dos USA

 Reestruturação do Comité Olímpico

 dos

 Estados Unidos  

Foi publicada em 2006 a 2ª edição do livro "Understanding Sport Organizations". Nesta 2ª edição  Trevor Slack associou-se a Milena Parent.

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Londres 2012 - Relatório Câmara dos Comuns

Jogos Olímpicos de Londres 2012

Relatório da Câmara dos Comuns
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José Pinto Correia & Gustavo Pires
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Os Jogos de Londres de 2012 foram uma importante vitória inglesa e corresponderam a um percurso estratégico da candidatura, a qual se enquadrava de há muito nos principais objectivos nacionais desportivos e político-económicos, assumidos pelas respectivas forças partidárias esmagadoramente maioritárias no país e correspondendo também a um largo consenso social e das mais relevantes instituições representativas do desporto do Reino Unido.

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O Desporto e o Lazer

Uma Gestão Integrada

Rui Lança (n.1977) é Licenciado em Ciências do Desporto pela Faculdade de Motricidade Humana da Universidade Técnica de Lisboa. É Mestre em Gestão do Desporto.
Exerce as funções de Chefe de Divão do Departamento de Desporto do Instituto Nacional para o Aproveitamento dos tempos Livres dos Trabalhadores (INATEL).

Desempenha ainda funções de Trainer e Facilitator na International Sport and Culture Assotiation (ISCA).

Autor do livro "Animação desportiva e Tempos Livres - Perspectivas de organização" editada pela Caminho em 2004, Rui Lança deu agora à estampa este novo livro que trata muito oportunamente as questões do desporto no quadro do tempo livre e do lazer.

O Fórum Olímpico de Portugal, parra além de felicitar o Dr. Rui Lança associa-se a mais este êxito do autor, através de uma análise critica do trabalho em presença.

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Levantamento e Análise da Situação Desportiva

Nível Desportivo

José Pinto Correia & Gustavo Pires

A concepção e implementação das políticas públicas de promoção do desporto têm de fundamentar-se no conhecimento detalhado do padrão de prática desportiva regular das populações nacionais, e especialmente das denominadas populações adultas quando estão em causa as acções de promoção do desporto com vista a melhorar o nível desportivo.

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A Ginástica em Moçambique

Para um Projecto de Desenvolvimento

Edmundo Roque Ribeiro (1)

(2)

1. Objectivo.

Como resultado da participação no Campeonato Africano de Ginástica e Seminário da União Africana de Ginástica sobre o lema “Perspectivas de Desenvolvimento da Ginastica em África”, realizado entre 21 e 30 de Novembro de 2006 na África do Sul,

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Borboleta, Eefeito de

Quando em 1963, o meteorologista Edward Lorenz, se apercebeu que ao processar num computador valores de três casas decimais, produzidos pelo próprio computador que internamente tinha trabalhado com seis, provocava um erro que aumentava exponencialmente à medida que o computador avançava na aplicação do modelo que estava a testar.
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 Lorenz concluiu que dados virtualmente idênticos, podem conduzir a resultados totalmente diferentes, passado pouco tempo.
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A partir desta ideia, Lorenz defendeu a teoria de que uma perturbação climatérica que não encontre qualquer dificuldade à sua progressão, pode duplicar de três em três dias.

 

Surgia, assim, a metáfora do “efeito de borboleta” que diz que, se uma borboleta bater as asas num determinado local do Planeta, provocará, se as circunstâncias se conjugarem duma forma favorável, uma tempestade no outro lado do Globo!.

Se quisermos transpor esta teoria para o domínio das ciências sociais, diremos que os sistemas sociais evoluem aumentando o seu nível de complexidade, pelo que, acontecimentos aos quais não se lhes atribui o devido valor, podem transformar-se, num ápice, em autênticos ciclones sociais a escalas de dimensões imprevisíveis.

O caso Bosman como tantos outros no mundo do desporto, é bem o exemplo do “efeito de borboleta”. Quer dizer, uma situação sem significado aparente e a que ninguém, a começar pela própria UEFA, deu grande importância, transformou-se numa enorme tempestade de efeitos devastadores.

Corrupção

Cultura Desportiva e Justiça em Portugal

Gustavo Pires

Perante um país desmoralizado económica, social e culturalmente, que traduz escalas valorativas dúbias e tendencialmente imorais, como em tantas outras questões na vida, a solução de catarse emocional dos cidadãos apreensivos estava em ir buscar, como manda a tradição imemorial, “o homem certo para o lugar certo”. Neste caso, o do denominado “apito dourado” – que é desde logo um tipo muito particular e especial de apito – foi encontrada “a mulher certa” para um país que assiste incrédulo à olímpica corrupção que grassa pelo desporto.

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Futbolsofía

Filosofar Através do Futebol

Manuel Sérgio

Futbolsofía – filosofar a través del fútbol (Ediciones del Laberinto, Madrid) é um livro invulgar no mundo do futebol, escrito por um filósofo sensível a todas as radiações novas mas, desta vez, com centro de gravidade no desporto-rei. O seu autor, Carlos Goñi Zubieta, é um espanhol de 43 anos, doutor em Filosofia pela Universidade de Granada (Espanha), um amante do futebol e que, sobre esta modalidade desportiva, entrou de reflectir, com um pensamento radical, ou seja, que não se ficou pela superfície e aparência dos factos e dos acontecimentos; rigoroso, quero eu dizer: crítico, que desdogmatiza e desideologiza; e sistémico, dado que não há objecto de estudo ou de análise que não seja um objecto-sistema.

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Jogos Olímpicos - Lisboa 2020

Jogos Olímpicos

 Francis Fukuyama no seu livro “Confiança: Valores Sociais e Criação de Prosperidade” defende a seguinte tese:

"(…) o bem-estar de uma nação, bem como a sua capacidade de competir, são condicionados por uma única e subtil característica cultural: o nível de confiança inerente à sociedade em causa”.

Esta afirmação exalta peremptoriamente a importância da cultura e do seu traço essencial que é a “confiança”.

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