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Desporto &
Desenvolvimento humano

Tratado de Lisboa

O Desporto no Tratado da União Europeia

O tratado adoptado pelos chefes de Estado e de Governo dos 27 Estados-membros da União Europeia (EU), no passado dia 18 de Outubro em Lisboa, tem pela primeira vez uma referência explícita à natureza específica do desporto.
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Boicote aos Jogos Olímpicos de Beijing

Um Mundo um Sonho

Gustavo Pires

De 8 a 24 de Agosto do próximo ano, sob o lema

UM MUNDO UM SONHO

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vão-se disputar em Beijing os Jogos Olímpicos da XXIX Olimpíada.
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Entretanto, a menos de um ano da realização do maior evento desportivo mundial, aquilo que devia ser luz, festa, alegria, democracia e desenvolvimento, está a ser, em muitas circunstâncias, sofrimento humano.
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Hoje, aos olhos da humanidade aquilo que mais incomoda no Movimento Olímpico é a sua hipocrisia associada a uma profunda insensibilidade para com o sofrimento alheio. Na realidade, não basta proclamar sublimes propósitos na Carta Olímpica que depois acabam por ser esquecidos em nome dos superiores interesses de um mercantilismo oportunista e de objectivos políticos duvidosos. Entretanto, a única coisa com que os dirigentes dos comités olímpicos por esse mundo fora parecem estar interessados é com a poluição atmosférica da cidade de Beijing, que pode estragar não a saúde, mas a performance dos atletas. Tudo o resto, parece não fazer parte das preocupações dos Senhores dos Anéis.
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Desporto de Alta Competição

Que Limites Psicológicos?

 Sidónio Serpa

O autor aborda no presente artigo a questão dos limites da performance humana, enfatizando o modo como eles se relacionam com os factores psicológicos.

  • Em primeiro lugar, analisou a representação social dos limites no desporto, com base no que tem sido publicado a este respeito nos últimos anos em importantes revistas de informação geral e divulgação científica.
  • Em segundo lugar abordou a relação entre cultura e limites psicológicos do desporto.
  • Em terceiro lugar tratou dos limites emocionais, volitivos e psicofisiológicos.

Conforme refere o autor, resulta das análises realizadas que, apesar dos limites no alto rendimento suscitarem um interesse generalizado, os aspectos psicológicos foram pouco estudados neste contexto.
Ainda assim, há evidências de que o conhecimento dos processos e estratégias de natureza psicológica se pode revelar como bastante útil neste domínio, bem como de que o centro da discussão poderá deslocar-se dos limites do atleta para os limites do desempenho.

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Estudos Olímpicos

Ética & Compromisso Social

Acabou de ser editado pela EDIPUCRS o livro "Ética & Compromisso Social - Estudos Olímpicos, da autoria de:                       

            • Katia Rubio
            • Alberto Reppold Filho
            • Nelson Todt
            • Roberto Mesquita

O Fórum Olímpico de Portugal congratula-se por mais esta publicação no âmbito dos estudos olímpicos de um país de língua portuguesa.
Os estudos olímpicos têm seguido uma tendência internacional no que diz respeito às problemáticas tradicionais do mundo do desporto, tendo em atenção o contexto do Movimento Olímpico.
O Movimento Olímpico reflecte os valores sociais de uma determinada época pelo que deve ser entendido na dinâmica própria do seu tempo.
O livro surge da necessidade de uma reflexão sobre a dinâmica da competição no que diz respeito à busca da vitória a todo o custo.
A procura da vitória é um percurso pedagógico que todos devem procurar a fim de singrarem na vida. O problema está em procurar a vitória a qualquer custo.
Assim, é necessário entender a dinâmica da competição, sobretudo na medida em que para que ela possa ser desenvolvida ao mais alto nível, tem de ser regulamentada. E quem não se quiser sujeitar aos regulamentos deve ser afastado. É o “princípio do ostracismo” que deve presidir à competição desportiva enquanto instrumento de educação e de cultura.
Contudo, como referem os autores, o desporto está envolvido no uso de substâncias e procedimentos que alteram as condições da própria competição. De facto, durante o século XX os valores morais e sociais do Olimpismo foram em muitas circunstâncias completamente deturpados. Esta prática, no fundo, representou a vitória dos fracos e dos medíocres.
Deste modo, os autores propõem uma discussão sobre a importância do papel do desporto na sociedade, a partir dos princípios e valores sociais que devem regulamentar a busca da performance desportiva.
Os nossos parabéns.

Jogos Olímpicos de Beijing - 2008

Uma Antevisão

Vinhais Guedes

No próximo ano a República Popular da China realiza em Pequim os seus primeiros Jogos Olímpicos.

Ninguém tenha dúvidas de que vai surpreender o mundo. Com a realização, em Macau dos Jogos da Ásia Oriental, em 2005, e dos recentes Jogos da Lusofonia, em 2006, a China deu provas da sua capacidade criativa em matéria de cerimónias de inauguração. No que respeita a resultados desportivos prevê-se, como é costume acontecer aos países organizadores, superarem todos os recordes de medalhas conquistadas em edições anteriores.

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Londres - 2012

Decisão do Governo Gordon Brown

O novo Governo do Reino Unido recentemente empossado aprestou-se a tomar várias decisões relativas ao desporto que aqui já referimos.

Todavia, uma decisão que agora nos merece destaque especial é de ter sido criada, no âmbito da estrutura das Comissões Ministeriais do Governo, e no particular domínio do “desenvolvimento económico”, a:

Sub-Comissão dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos.

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XXII Jogos Olímpicos de Inverno

Jogos Olímpicos de Sochi 2014

Gustavo Pires & José Pinto Correia
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O Presidente do Comité Olímpico Internacional (COI), o belga Jacques Rogge, acabou de anunciar na cidade de Guatemala onde o COI estava reunido que a cidade de Sochi foi escolhida para organizar os Jogos Olímpicos de Inverno de 2014.

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O Desporto e as Drogas

Notas para um Exame dos Argumentos Antidoping

Otávio Tavares   
Centro de Estudos em Sociologia das Práticas Corporais e Estudos Olímpicos / UFES, Vitória, Brasil

O doping constitui-se num grande problema do desporto contemporâneo. Apesar do discurso quase hegemônico de condenação desta prática, a eliminação doping do cenário esportivo parece ainda distante. Baseado na premissa de que argumentos são válidos na medida de sua correspondência na prática, o objetivo deste texto é examinar os argumentos que fundamentam o discurso sobre a imoralidade do doping em termos de seu mérito lógico. Procuramos demonstrar que estes argumentos são falhos na medida em que não podem ser validados na prática. Por fim sugerimos uma nova possibilidade argumentativa para o discurso de combate ao doping. (Ler mais)
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Olimpismo & Desenvolvimento Humano

COI & ACNUR

Jacques Rogge, Presidente do Comité Olímpico Internacional (COI) e António Guterres, Alto Comissário Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), reuniram-se em 13 de Junho, na sede do COI em Lausanne, para fazerem uma avaliação dos projectos conjuntos realizados nos últimos 13 anos, bem como para perspectivarem os projectos a desenvolverem no futuro. (ver: http://www.olympic.org)

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Conselho Nacional do Desporto

Estratégia e Políticas Desportivas

Gustavo Pires & José Pinto Correia

A Lei de Bases da Actividade Física e do Desporto (Lei nº 5/2007, de 16 de Janeiro) incluiu como entidade coadjutora do membro do Governo com a tutela do sector desportivo um Conselho Nacional do Desporto, cujas funções estão em vias de serem aprovadas legalmente – o que, aliás, decorre do texto da própria Lei de Bases.

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Olimpicamente

XXIX Olimpíada

Gustavo Pires

Mais uma vez tivemos a oportunidade de receber a Revista “Olimpo” (Nº 123, Março/Abril de 2007) do Comité Olímpico de Portugal (COP).

A revista, como de costume, abre com o editorial de Vicente Moura presidente do COP.
Pelas funções que ocupa, Vicente Moura tem a obrigação de ser o arauto da defesa da cultura olímpica. O problema é que quando escreve no referido editorial que:

“Ultrapassada a primeira metade do mandato correspondente à XXIX Olimpíada, está-se a cumprir o rumo traçado”,

não está a realizar aquele desiderato. E porquê?

Porque, na realidade, o mandato que Vicente Moura está a cumprir não corresponde à XXIX Olimpíada e, de acordo com a nova Carta Olímpica, nem sequer corresponde a qualquer Olimpíada.

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Competitividade

Para uma Cultura de Competição.

 
Gustavo Pires

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De acordo com o Índice de Competitividade Global 2006-2007 (Growth Competitiveness Índex) a Suíça é considerada o país mais competitivo. Entre os 125 países, a Finlândia ficou em 2º lugar, a Suécia em 3º lugar e a Dinamarca em 4º lugar. Portugal, ocupa o 34º lugar, atrás da Irlanda, da Estónia, da República Checa e da Eslovénia.

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A competitividade é uma questão crucial para o desenvolvimento do país. Não há dia em que um ou outro membro do Governo não se refira a tal circunstância.
  • Vale a pena o Governo andar a falar de competitividade sem que no país exista uma cultura de competição?
  • É possível existir uma cultura de competição sem que exista uma educação competitiva?
  • Pode-se promover uma educação competitiva sem que exista uma verdadeira educação desportiva?

Mas afinal o que é a competição? Como é que se deve organizar nas sociedades modernas?

O desporto que hoje nos é dado viver, tem a sua origem no início da história da humanidade. Na competição da luta, enquanto fio condutor da explicação ontológica. Repare-se que as mais diversas modalidades desportivas, são fósseis culturais, vestígios dos rituais mágicos e religiosos, das festas, das danças e cantares, do hedonismo da luta e da competição, da arte da guerra e da vitória pela preservação da espécie. É uma visão darwinista? Liberal? Claro que é. A competição está inscrita no nosso código genético. Só adquirimos o direito de viver porque, no primeiro momento da nossa vida, superámos as dificuldades e conseguimos sobreviver. A competição é genética e, por isso, é total.

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Ouro Olímpico

A História do Marketing dos Aros

Da autoria de Marcus Vinícios Freire e Deborah Ribeiro acabou de ser publicado no Brasil com o patrocínio do Comité Olímpico Brasileiro o livro "Ouro Olímpico - A História do Marketing dos Aros".

 
 
Marcus Vinícius Freire formado em economia, foi atleta olímpico de Voleibol, é o chefe da Missão Brasileira aos Jogos Olímpicos e Pan-americanos. É ainda membro da Academia Olímpica Brasileira e da Agência Mundial Anti-Dopagem.
 
Deborah Ribeiro é jornalista, com MBA em gestão, administração e marketing desportivo.
 
Este livro de grande fôlego (334 páginas), apresenta uma enorme riqueza informação no que diz respeito às relações do marketing com o Movimento Olímpico.
Com o prefácio de Carlos Arthur Nuzman, presidente do COB, o livre desenvolve-se nos seguintes capítulos:

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Em Defesa do Desporto

 

Mutações e Valores em Conflito

Aguardamos com expectativa a saída para as livrarias do livro "Em Defesa do Desporto - Valores e Mutações em Conflito", numa edição da Almedina com Coordenação de Jorge Olímpio Bento e José Manuel Constantino.
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O livro em causa teve o apoio do Comité Olímpico de Portugal e da Faculdade de Desporto da Universidade do Porto.
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Na contra-capa pode ler-se:
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O desporto moderno surgiu como uma emanação e expressão dos princípios da sociedade industrial tendo como referência cimeira e estruturante, o princípio do rendimento. À medida que a sociedade evoluiu o desporto transformou-se numa pluralidade de motivos e finalidades, de sujeitos e praticantes, de modelos e cenários.

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Pavilhão Carlos Lopes

A Cultura Inculta

Gustavo Pires

Tal como os gregos antigos, que pela mais profunda das carências criavam os seus deuses para poderem sobreviver num mundo cheio de dificuldade, também na sociedade moderna o Homem tem necessidade de possuir os seus ídolos a fim de melhor suportar as agruras e os sofrimentos da vida. E em reconhecimento, o Homem moderno presta-lhes louvores e oferece-lhes dádivas que lhes hão-de perpetuar o nome para todo o sempre.

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