ESTUDOS OLÍMPICOS NO BRASIL
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PELO DIREITO OLÍMPICO DE SE ESTUDAR E PESQUISAR NO BRASIL
Uma carta da Profª. Dra. Katia Rubio
Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo
Penso que aceitei o desafio da vida acadêmica porque fui criada e educada dentro do esporte. Aprendi ao longo da minha vida esportiva que o sucesso é o resultado de um processo que envolve dedicação, disciplina, determinação e que perder e ganhar faz parte do jogo. Nem sempre ganhando, nem sempre perdendo, mas aprendendo a jogar, já cantava Elis. Tive a felicidade de contar com excelentes professores e técnicos que apontavam a todo instante a fundamentação ética dessa atividade, sem necessariamente evocar essas palavras.
Talvez venha daí o meu compromisso como pesquisadora e educadora: tive grandes mestres que adotaram uma pedagogia mimética e me inspiraram a fazer o mesmo.
Invictus

Desporto & Política
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O título da versão inglesa é Playing the Enemy – “Nelson Mandela and the Game that Made a Nation”.
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Na realidade, dizer que o desporto nada tem a ver com a política, perspectiva cunhada por Avery Brundage (1887-1975), que exerceu a liderança do Comité Olímpico Internacional (COI) de 1952 a 1972, provocou ao longo dos últimos sessenta anos não só enormes prejuízos ao desporto como à própria política naquilo a que esta tem de mais nobre.
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Recomendamos a leitura do livro em questão não só pela compreensão daquilo que o desporto pode desempenhar na construção da identidade nacional, como pelo extraordinário exemplo de Nelson Mandela um dos grandes líderes mundiais de todos os tempos.
Do livro em questão respigamos o seguinte:
."Os políticos são peritos em explorar a esperança que as pessoas têm de que o Paraíso na Terra seja possível. Mas, como não é, a vida das nações - tal como a de cada um de nós - é uma luta eterna por sonhos. No caso de Mandela, o sonho que o acompanhara durante os vinte e sete anos que passou na prisão foi o mesmo que incendiara o espírito de Martin Luther King Junior: o de que, um dia, as pessoas do seu país deixariam de ser julgadas pela cor da pele e passariam a ser julgadas pelos seus actos.” (p.15).
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“O desporto é um poderoso mobilizador das emoções das massas e um dos cadinhos onde melhor se moldam as percepções políticas.” (p.17)
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“O desporto tem o poder de mudar o mundo. Tem o poder de inspirar e de unir as pessoas que pouco ou nada têm... e derruba barreiras raciais até com maior facilidade que os governos mais poderosos.” Frase proferida por Nelson Mandela aquando da atribuição de um prémio a Pelé. (p.18)
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“Mandela explicou-me como se lembrara do poder político do desporto, estando ainda na prisão, e como transformara o Campeonato do Mundo de Râguebi de 1995 num instrumento importante para a concretização do objectivo estratégico que traçara durante os cinco anos em que foi o primeiro presidente democraticamente eleito na África do Sul, o qual consistia em reconciliar brancos e negros e, simultaneamente, em criar condições para uma paz duradoura num país que apenas cinco anos antes, quando ele saíra da prisão, reunia todas as condições para uma guerra civil. Nessa ocasião falou-me, abafando por vezes o riso, dos problemas que tivera em convencer a sua própria gente a apoiar a selecção de râguebi. Também falou afectuosamente de François Pienaar, o loiro enorme, filho do apartheid, que fora o capitão da selecção nacional os Springboks.” (p.18).
(a continuar)
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ONU & COI

Desporto
&
Desenvolvimento Humano
“o desporto pode ser visto em qualquer parte do mundo. Viajei por países repletos de pobreza. Por comunidades em luta pela sobrevivência. Por lugares devastados pela guerra, onde toda a esperança parecia perdida. De repente, aparecia uma bola feita de sacos plásticos ou de jornais atados com um cordel. E víamos o desporto dar vida aos sonhos e às esperanças.”
E os 1.200 delegados presentes tiveram a oportunidade de perceber a força que o desporto pode ter quando Ban Ki-moon lhes mostrou a referida bola artesanal feita de sacos velhos de plástico atados com um cordel.
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Os donos da bola eram crianças pobres dos bairros de Nairobi.
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Aquela bola artesanal tinha sido substituída por bolas e equipamentos desportivos de qualidade, oferecidos pela ONU.
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Depois de ter sido assinada por Rogge e Ban Ki-moon a bola foi levada para o Dubai, onde foi leiloada num evento de beneficência organizado pela princesa Haya Al Hussein. Acabou por ser vendida por 205 mil dólares que vão suportar programas de desenvolvimento do desporto para crianças e jovens na Palestina.
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O novo dono da bola devolveu-a a fim de ser colocada no Museu Olímpico de Lausanne.
Lamartine DaCosta
Mais um livro organizado por Lamartine DaCosta
É impressionante a produção, organização e orientação de trabalhos do Prof. Lamartine DaCosta.
Aqui fica a referência bem como a admiração e os parabéns do Forum Olímpico de Portugal
Gustavo Pires
17/12/2009
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Carlos Lopes

Atleta do Século
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Carlos Lopes, e isso é o que interessa, recebeu das mãos de um atleta olímpico de seu nome Jacques Rogge que hoje é Presidente do Comité Olímpico Internacional o troféu "Atleta do Centenário" do Movimento Olimpico em Portugal.
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Note-se que o Movimento Olímpico arrancou em Portugal no ano de 1906 quando D. Carlos I indicou a Pierre de Coubertin o Dr. António Lancastre, médico da corte, para representar em Portugal os interesses do Comité Olímpico Internacional.
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O Comité Olímpico de Portugal, em boa verdade, comemorará os cem anos precisamente no dia 30 de Abril de 1912.
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Carlos Lopes é um digno representante do Movimento Olímpico Português. Parabéns.
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Sochi (2014)

Logo
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O slogan dos jogos será:
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Gateway to the Future
Para Jacques Rogge devido ao crescimento das mídias sociais, a nova marca vai certamente tornar-se durante os próximos anos numa das marcas mais conhecidas.
100 anos em 2009?

Estado Ignora O COP
João Marreiros
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Mas o momento alto das celebrações daquele que é o 13.º Comité Olímpico mais antigo do mundo corre o risco de ficar marcado pela ausência dos principais dignitários do País. É que tanto a Presidência da República, como o gabinete do Primeiro Ministro, ainda não confirmaram as presenças (ou ausências) de Aníbal Cavaco Silva e de José Sócrates, apesar dos convites terem sido formulados em devido tempo pelo presidente do COP. A BOLA sabe que o silêncio dos chefes de Estado e do Governo está a preocupar Vicente Moura que, a 48 horas do Jantar do Centenário - no qual, a par de Jacques Rogge, têm presenças confirmadas, entre outros, o presidente dos comités olímpicos europeus e representantes dos mesmos, de organizações e federações internacionais, bem como representantes das cidades organizadoras das futuras edições dos Jogos Olímpicos, Vancouver 2010, Insbruck 2012, Sochi 2014, Londres 2012 e, claro, Rio 2016 - tem unicamente garantida a comparência do secretário de Estado da Juventude e do Desporto, Laurentino Dias.
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Também no Jornal "Record" de 20 de Novembro de 2009, o Professor Monge da Silva defende que o Comité Olímpico de Portugal não faz 100 anos em 2009, mas sim no ano de 2012, lembrando que o COP comemorou os 50 anos em 1962, havendo uma placa comemorativa que entretanto desapareceu, mas antes foi fotografada.
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Perante estes factos reais com os respectivos documentos que colocam um embargo comemorativo, perguntamos nós: Teria chegado ao conhecimento, quer do Senhor Presidente da República, quer do Senhor Primeiro-Ministro, que a data agora em causa não é a verdadeira data do centenário daí o silêncio face à resposta da representatividade no evento do dito centenário?
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Centenário do Comité Olímpico de Portugal ?!
1912-2012
A placa comemorativa é a que em baixo de publica.
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Filosofia do Futebol

Manuel Sérgio
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Nenhum deles é mais profundo na análise do desporto do que Manuel Sérgio. A sua fundamentação epistemológica do desporto é genial.
Deputado e Vice-Presidente da Comissão de Cultura, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa do Estado de S. Paulo
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Ergue-se então o Corpo-sujeito que “actua com significado, com aptidão, com competência e propósitos”. E complementas: “Nesta conformidade, o corpo é complexidade, onde não pode isolar-se o que é físico da globalidade do humano, que é corpo-mente-desejo-natureza-sociedade.”
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E partes para a defesa de um treino de tipo novo em que a preparação física esteja subordinada à eficácia operacional da modalidade desportiva a praticar por parte dos atletas, da qual não podem estar ausente os movimentos, os gestos e os objectivos finais do jogo. Ou como rematas, antes que deformem o teu pensamento: “Não esqueço que no futebol também se corre sem bola, mas com o sentido que a estratégia e a táctica determinam.”
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Treinador de Futebol
Educação Olímpica no Rio de Janeiro

Notas Iniciais para o Desenvolvimento de um Modelo
A educação é, historicamente falando, um dos pilares fundamentais do Movimento Olímpico. Faz parte de sua missão desde o tempo de seus fundadores, tendo ocupado lugar central nas preocupações de Pierre de Coubertin, seu principal ideólogo e formulador. Ainda que possa, e tenha sido efetivamente sujeita a intenso debate a respeito de suas características e de sua efetividade, a missão educacional deste Movimento permanece como fundamento e justificativa da realização dos Jogos Olímpicos, ocupando lugar permanente no discurso do Comitê Olímpico Internacional especialmente.
Otávio Tavares de nacionalidade brasileira é hoje uma referência no ambito dos estudos olímpicos não só no espaço dos países de língua portuguesa como até a nível internacional. Actualmente é Coordenador do Centro de Estudos em Sociologia das Práticas Corporais e Estudos Olímpicos da Universidade Federal do Espírito Santo (CESPCEO/UFES).
Pictogramas Londres 2012
Pictogramas Londres 2012
Os pictogramas dos Jogos Olímpicos de Londres 2012 que representam cada modalidade desportiva ou disciplina têm duas versões:
- versão silhueta
- versão dinâmica
Os pictogramas da versão silhueta, que é a tradicional, serão usados para referenciar as várias modalidades e especialidades desportivas.
Os pictogramas da versão dinâmica, inspirados no mapa de metro de Londres, serão usados em mercadoria, cartazes e para assinalar lugares.
Jacques Rogge

Jacques Rogge foi Reeleito
Rio de Janeiro (2016)

Jogos da XXXI Olimpíada
O Rio de Janeiro acabou mesmo por ganhar e com uma vitória inquestionável. Contudo, a decisão não deixou de ter o dramatismo próprio de um assunto que envolvia muitos milhões de pessoas e somas astronómicas de dinheiro. E de tal maneira que os principais dignitários dos países das cidades em competição, não deixaram de estar presentes.
Mas, ao contrário do passado, quando em 1989 todos estavam à espera que os Jogos Olímpicos do século fossem para Atenas, a cidade de Atlanta conseguiu obter o direito de organizar os Jogos de 1996 só porque, como o antigo presidente do COI de seu nome Lord Killanin (1914-1999) teve a oportunidade de explicar, era lá a sede da CocaCola, desta vez as coisas processaram-se de uma forma clara e a vitória acabou por justamente sorrir ao Rio de Janeiro.
Jogos da XXXI Olimpíada - 2016

Decisão do Comité Olímpico Internacional
Passaporte Sanguíneo

