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Pierre de Coubertin (1863-1937)
Pedir aos povos que se amem uns aos outros é uma ingenuidade. Pedir-lhes para que se respeitem não é uma utopia; mas, para que se respeitem é necessário que, primeiro, se conheçam.
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Pierre de Coubertin (1863-1937). As Bases Filosóficas do Olimpismo Moderno. Discurso radiodifundido para Berlim, 4 de Agosto de 1935.
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Pierre de Coubertin (1863-1937)
Para que cem se dediquem à cultura física, é necessário que cinquenta pratiquem desporto;
Para que cinquenta pratiquem desporto é necessário que vinte se especializem;
Para que vinte se especializem, é necessário que cinco sejam capazes de proezas extraordinárias.
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Pierre de Coubertin (1863-1937). As Bases Filosóficas do Olimpismo Moderno. Discurso radiodifundido para Berlim, 4 de Agosto de 1935.

Solidariedade Finlandesa
Gustavo Pires
Seria bom que os verdadeiros finlandeses compreendessem que, uma coisa é a situação financeira e económica a que, alguns políticos, conduziram Portugal, e outra, completamente diferente, é o honrado, trabalhador e sério povo português, quer dizer, os verdadeiros portugueses.
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Os finlandeses, um povo que tem sofrido as agruras da história por viver paredes meias com a Rússia, devia lembrar-se que a palavra solidariedade é de extraordinária importância quando se trata de apoiar países que pelas mais diversas circunstâncias se encontram em dificuldade. Assim, quando ameaçam vetar o vergonhoso e humilhante mas imprescindível resgate financeiro a Portugal deviam considerar que, também eles, no passado, foram objecto de solidariedade dos portugueses, entre outros de Artur d’Oliveira Valença (1897-1978) que, muito provavelmente, hoje, nenhum finlandês deve conhecer.
Mas quem foi Artur d’Oliveira Valença?
Foi um entusiasta “sportman” portuense. Num “blogue” do Jornal de Notícias assinado por Mário Sousa pode ler-se que em 1921 fundou o bissemanário desportivo “Sporting” que acabou por ser o primeiro diário desportivo português. Foi jornalista, empresário, editor, autor, boxeur e dirigente desportivo – p./ex. presidente do Boavista Football Club. Foi, ainda, um dos principais opositores ao antigo regime tendo sido apoiante do Gen. Humberto Delgado.
Artur d’Oliveira Valença, em 1940, através do jornal “Sporting” de que era director, lançou um movimento internacional de apoio à Finlândia. Porquê?
Os Jogos da XIII Olimpíada que estavam previstos para Tóquio (1940) tinham sido transferidos para Helsínquia. Entretanto, a 30 de Novembro de 1939, a União Soviética atacou a Finlândia dando origem à guerra Russo-Finlandesa. Apesar da heróica resistência finlandesa o País teve de ceder 10% do território e 20% da sua capacidade industrial à União Soviética. Em consequência, ficou absolutamente fora de causa a realização dos Jogos Olímpicos em Helsínquia no ano seguinte.
Contudo, em Portugal, Artur d’Oliveira Valença, não se deu por vencido. Com data de 15 de Janeiro de 1940 escreveu uma carta (em francês) para os comités olímpicos de diversos países onde dizia:
“Infelizmente, a luta desportiva foi precedida pela guerra de invasão, guerra sem quartel, que tudo destrói e esforça-se por esmagar um povo que tem o culto do belo e da energia. Assim, o encontro dos atletas do mundo inteiro ficou sem efeito e vai ser necessário esperar que a justiça surja novamente no Globo para podermos, como no passado, festejar alegremente o regresso dos Jogos.”
E, depois, perguntava:
“É possível que os desportistas do mundo inteiro se mantenham silenciosos….?”
Então, propôs que as verbas que os diversos comités olímpicos nacionais iam gastar na deslocação a Helsínquia fossem transferidas para o Comité Olímpico Finlandês que as utilizaria:
“em defesa do seu desporto, da sua raça e do seu País”.
Foi pouco?
Talvez.
Contudo, foi solidariedade. A solidariedade que os verdadeiros portugueses esperam dos verdadeiros finlandeses. Até porque, empréstimos não são dádivas e pagam-se com juros. Portugal, ao longo de mais de oitocentos anos de história, sempre soube ser solidário bem como pagar as suas dívidas.

O Corpo como Exemplo de Boas Práticas
José Soares
José Soares (52), é professor catedrático de Fisiologia na Faculdade de Ciências do Desporto da Universidade do Porto. A sua actividade profissional está também ligada ao desporto de alto rendimento.
José Soares, na linha de Gareth Morgan trás o poder da metáfora biológica para o mundo da gestão e da organização das empresas. A originalidade do seu trabalho está no facto de ter construído um conjunto de analogias entre diversos aspectos biológicos da condição humana bem como das doenças que afectam o homem e colocá-los ao serviço de uma melhor compreensão do que se passa no mundo das empresas. A partir daí, José Soares procura definir o ”antibiótico” ajustado à resolução dos problemas.

Estratégias de Marketing e Financiamento
José Pinto Correia (*)
Apresentação
Esta exposição procurará apresentar um conjunto de ideias que fundamentem a actividade dos clubes desportivos e que possam ter influência na forma de gerir e conceber as estratégias de marketing e de financiamento dessas organizações desportivas.
Mas consideramos aqui a realidade em que se movimentam os clubes do desporto não profissional, porque os do desporto profissional, sobretudo os do futebol, têm características especiais e movimentam-se em áreas económicas e financeiras próprias.
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Política de Preços
José Pinto Correia (*)
Em Portugal não se discute correntemente a racionalidade económica e política que está na base dos preços associados à prática desportiva. Nem os que respeitam aos preços que os clubes desportivos praticam para os seus associados ou discriminatoriamente para os praticantes ocasionais não-associados. Nem aqueles outros preços que as entidades públicas detentoras da propriedade e/ou da gestão de instalações desportivas diversas praticam nos acessos individuais e de grupo aquelas infra-estruturas desportivas.
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Alfredo Melo de Carvalho
Eugénio Costa Ruivo
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Ruivo, Eugénio Costa (2010). Alfredo Melo de Carvalho - Vida e Obra - Contributo para a História da Educação Física e do Desporto em Portugal. Lisboa: Edições Universitárias Lusófonas.
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A publicação do trabalho de retrospectiva sobre a Vida e Obra do professor de Educação Física Alfredo Melo de Carvalho, corresponde ao desafio e à necessidade para as gerações actuais de estudantes do curso de Educação Física, professores, dirigentes de clubes desportivos, autarcas de juntas e de câmaras, atletas e pessoas que realizam um treino de manutenção regular da actividade física de lazer, desporto no trabalho, e de melhoramento da sua condição física de deixar matéria de estudo e de análise.
Tem também como objectivo o questionamento, a reflexão da concepção daquilo que nós defendemos relativamente à Democratização Desportiva. Entende-se que o Estado, Escola, o Poder Local, a Saúde, os Clubes desportivos… têm uma responsabilidade acrescida em termos da sua articulação no processo.
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Rio 2016
A menos de duas horas do início do Ano Novo de 2011, perante uma multidão de 2 milhões de pessoas, foi apresentado ao Mundo na praia de Copacabana o logo dos Jogos da XXXI Olimpíada.
A escolha da cidade do Rio de Janeiro foi feita durante a 121ª Sessão do Comité Olímpico Internacional (COI) que aconteceu em Copenhagua, Dinamarca, em 2 de Outubro de 2009.
O evento ocorrerá entre os dias 5 e 21 de Agosto de 2016.
O programa será composto por 28 modalidades desportivas entre elas o Rugby Sevens e o golfe que surgem pela primeira vez. Contudo, o programa ainda está aberto pelo que podem ser incluídas novas modalidades.
Segundo a imprensa Jacques Rogge presidente do COI ficou satisfeito com o logo que achou estético, inovador e criativo. Realmente, dá uma ideia de movimento, alegria e, claro, de samba.
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O Conde de Fontalva
2º Presidente do Comité Olímpico Português
Está por fazer a história do Movimento Olímpico. Sobretudo a relativa ao período que decorre entre 1913 após a morte de Mauperrin Santos (13/06/1857- 15/12/1913) primeiro Presidente do Comité Olímpico Português fundado em 30 de Abril de 1912, e 1924 quando José Pontes foi eleito Presidente do COP em substituição do Com.te Prestes Salgueiro que tinha sido indigitado em 1919 para fazer ressurgir o Movimento Olímpico em Portugal a fim de preparar a equipa portuguesa para participar nos Jogos Olímpicos de 1920 que se realizavam em Antuérpia.
Dos vários assuntos a tratar relativamente a este período está certamente o do Conde de Fontalva.
A respeito do Conde de Fontalva a "Revue Olympique" n.º 97, Janvier 1914, órgão informativo oficial do Comité Olímpico Internacional noticiou:
“Le Comité Olympique portugais a été récemment éprouvé par la mort de son distingué président M. le Dr. Mauperrin Santos. Le Comte de Fontalva a été élu à la présidence à la suite de ce triste événement."
Mas afinal quem foi o Conde de Fontalva?
O Prof. João Boaventura enviou-nos uma reportagem publicada na revista “Illustração Portugueza” , III Volume, de 20 de Maio de 1907, que nos transmite uma ideia geral acerca daquele que foi o 2º presidente do Comité Olímpico Português. (ver)

Carlos Henriques
- http://remo-historia.blogspot.com/
Treinador desde 1985 (CFP, CNL, ANL, CNOCA); Fundador da ARL; Fundador da Antremo; Director da FPR; Membro da Comissão Executiva do Comité Paralímpico; ex Presidente do CNL.
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O Blogue do Sr. Carlos Henriques é de visita obrigatória para aqueles que se interessam pela história do desporto nacional.
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Desporto, Turismo & Meio Ambiente (*)
Alcides Vieira Costa (**)
O Olimpismo é um conjunto de princípios e valores que deve desencadear e orientar a organização e as acções do Comité Olímpico Internacional (COI), do Movimento Olímpico (MO) e, consequentemente, do desporto em todo o mundo. O seu idealizador, Pierre de Coubertin (1863-1937), ainda no século XIX, considerava que o desporto tinha se tornado o maior ponto de crescimento da cultura popular e aparentemente se universalizado, promovendo um significado de contacto e comunicação através das culturas. Coubertin, idealizou valores de igualdade, honestidade, justiça, respeito pelas pessoas, racionalidade, entendimento, autonomia e excelência.


João Sequeira Andrade (*)
Desde 1984 que o problema da fundação do Comité Olímpico de Portugal tem motivado troca de opiniões e diferentes conclusões.
Em rigor, porém, a questão foi inicialmente levantada em 1979, quando no seio do próprio Comité o dr. Orlando Azinhais se apercebeu de que se intentava a comemoração das Bodas de Diamante em 1984.
Incidentalmente induzido pelas circunstâncias, também o autor destas linhas se envolveu na problemática, ora reacendida pela leitura das primeiras páginas do livro «100 Anos de Olimpismo em Portugal», obra excelente do Prof. Carlos Cardoso.
Por isso nos obrigámos a reunir todos os factos e mais elementos indispensáveis ao cabal esclarecimento daqueles acontecimentos de há 100 anos.
Mas prevenidos – e desde já agradecidos – quanto à hipótese de mais qualificadas personalidades interessadas no tema acrescentarem pormenores ou rectificações utilmente integráveis no descritivo que segue.

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Olimpismo
&
Desenvolvimento Humano
Gustavo Pires
Alcides Vieira Costa
Os membros do Comité Olímpico Internacional deslocaram-se ao Rio de Janeiro a fim de inspeccionarem os trabalhos conducentes à organização dos Jogos de 2016.
Entretanto, um grupo de manifestantes que vão ser desalojados manifestou-se à porta do hotel onde se realizava a reunião a fim de poderem falar com os membros doo COI e apresentarem as suas posições. Acabaram por não ser recebidos.
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Morreu Saldanha Sanches
Morreu um lutador contra a corrupção que de há demasiados anos a esta parte tem vindo a sugar o sangue e a destruir a alma do país.
Há homens que nos marcam a vida, e mulheres também. São seres especiais que se elevam acima de mediocridade de todos os dias da vida da maioria.
Saldanha Sanches foi um lutador contra a corrupção e na sua luta o desporto não escapou à sua análise fina, inteligente e oportuna. Se o país tivesse por hábito ouvir homens como Saldanha Sanches não estava certamente na situação económica, financeira e política vexante em que hoje se encontra.
“As instalações desportivas são caras; mas constituem das formas mais eficazes para melhorar a relação dos alunos com a escola e com isso melhorar os resultados escolares.”
Com a devida vénia aqui fica um texto de Saldanha Sanches publicado no semanário “Expresso” em 25 de Agosto de 2001.

Comité Olímpico de Portugal
Do Sr. Prof. João Marreiros recebemos a informação que agora se divulga. O FOP agradece. Aqui ficam mais dados para os sem anos do Comité Olímpico de Portugal.


Ao efectuarmos os nossos trabalhos de pesquisa sobre a data da fundação do Comité Olímpico Português encontrámos na Internet um blogue sobre o Remo.
Com a devida vénia a Carlos Henriques que pretende publicar no seu blogue actos desconhecidos sobre a história dos desportos náuticos, pretendendo ainda colocar a sua beleza em destaque através do seguinte endereço: (clik aqui)
Os documentos do Comité Olímpico Português são alusivos à trágica morte do Maratonista Francisco lázaro nos Jogos Olímpicos que se realizaram no ano de 1912, na cidade de Estocolmo.


Este documento timbrado, do Comité Olympico Português, menciona o valor com que subscreveu o Clube Naval de Lisboa, para o mausoléu de Francisco Lázaro. Curioso é a palavra Olympico estar escrita com y e o carimbo azul ser da Sociedade Promotora de Educação Physica Nacional, cuja sede funcionava no Centro Nacional de Esgrima, no Largo do Picadeiro em Lisboa, nas cercanias do Teatro S. Carlos.


A Estória de Marc Hodler
Gustavo Pires
Todos os homens têm a sua pequena estória para contar, geralmente insignificante, enigmática e pessoalíssima. Marc Hodler (1918-2006) também tinha a sua mas não era aquela que, seguramente, foi a estória mais importante da sua vida.
O suiço Marc Hodler ficou para a história do Movimento Olímpico internacional como o homem que em 1998 denunciou a corrupção relativa aos processos de candidatura à organização do Jogos Olímpicos, concretamente quanto à candidatura de Salt Lake City (2002). Ao fazê-lo, desencadeou uma das maiores crises de sempre no Comité Olímpico Internacional (COI) uma organização que ao longo da sua história passou por enormes crises e bem complicadas.
Hodler foi praticante e treinador de esqui de neve; foi Presidente da Federação Internacional de Esqui (1951-1998); foi membro vitalício do COI desde 1963 e seu Vice-presidente de 1993 a 1997. Na sua vida profissional foi advogado.
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Valores Olímpicos no Séc. XXI
Otávio Tavares
Toda mudança gera, freqüentemente, expectativas e reflexões. Isto é particularmente verdadeiro quando pensamos nos ciclos de tempo. Ao contrário do processo social, que se realiza de maneira longa e quase sempre intangível, a organização humana da contagem dos ciclos do tempo nos fornece um referencial concreto e regular para pensarmos a própria existência. Assim, a passagem dos anos, décadas, séculos e milênios nos sugere verdadeiramente o encerramento de um período e início de um novo. O sentido simbólico da mudança de calendário é forte o bastante para que pensemos que realmente um período da história acabou e outro está para começar. (ver mais)


Samaranch morreu, viva Samaranch…
Acabou de falecer a 21 de Abril de 2010 o homem que catapultou o Movimento Olímpico na senda do futuro. Contudo, Samaranch foi um homem acerca do qual, hoje, não é fácil falar, porque, se só referimos os aspectos negativos da sua vida de dirigente desportivo franquista não estamos a ser justos, mas se, pelo contrário, optarmos por uma série de elogios laudatórios, passamos por ser ingénuos.
Consideramos que Antonio Samaranch, a par de Horst Dassler (1936-1987) filho de Adi Dessler fundador da marca Adidas, Primo Nebiolo (1923-1999) presidente da Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF) e João Havelange (n. 916) sétimo presidente da FIFA de 1974 a 1998, para o bem e para o mal, foi um dos quarto pilares do desporto moderno no último quartel do século XX.
Eleito para presidência do Comité Olímpico Internacional (COI) em 1980, foi capaz de conduzir o Movimento Olímpico à projecção universal que hoje tem, aparentemente com a maior das facilidades. Acabou por sair passados 21 anos em 2001, desgastado pelos escândalos de corrupção que envolveram o COI a partir de 1998, quando o suíço Marc Hodler (1918-2006), membro vitalício do COI desde 1963 (!), candidato à presidência do COI mas derrotado por Antonio Samaranch (a vingança serve-se fria), resolveu dizer que: “de cinco a sete por cento dos membros do COI eram compráveis”.
O grupo dos quatro, associados a Patrick Nally co-fundador da “West Nally Marketing” pioneira no marketing internacional, engendraram aquilo que o repórter inglês Andrew Jennings, um dos críticos mais ferozes do Movimento Olímpico, designou por “o clube” que, com o dinheiro da Coca-cola, catapultou um desporto diletante, medíocre, de valor pedagógico duvidoso e socialmente incapaz, para a era do económico. É evidente que não há bela sem senão…
Em conformidade, a mercantilização do Movimento Olímpico e a liquidação do estatuto de amador são, certamente, do ponto de vista ideológico, as duas marcas mais significativas do consulado de Samaranch. Sim, ele governou o Movimento Olímpico tal como um imperador.
Como referiu Bill Gates, as coisas transformam-se radicalmente quando se lhes muda as fontes de financiamento. Em conformidade, com Samaranch o desporto mudou radicalmente. Nem sempre no bom sentido, nem sempre pelas melhores razões, contudo, em termos gerais, mudou para melhor. E quando hoje comparamos o que se passa pelo mundo e vemos os “enrons”, os “subprimes” e os “lehmanbrothers”, então temos de concluir que Samaranch mudou o desporto para muito melhor do que a própria sociedade aonde ele teve de se desenvolver.
Samaranch morreu, viva Samaranch…


Perspectivas para o Brasil
Selda Engelman
Centro de Estudos Olímpicos
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
No mundo globalizado, sem fronteiras e plano, Zigmunt Baumann anuncia que hoje se vive em uma modernidade líquida (Baumann, 2001). Liquidez esta que exprime, entre outras coisas, a perda das tradições e crenças mais arraigadas, o desenlace entre passado, presente e futuro, a falta de bússolas no mapeamento dos caminhos a seguir e a emergência de labirintos que refletem tão somente incertezas, dúvidas e inseguranças. Afinal, para onde caminha a humanidade?
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Jogos Olímpicos e Direitos do Cidadão
Alberto Reinaldo Reppold Filho
Centro de Estudos Olímpicos
Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Brasil
A escolha da cidade do Rio de Janeiro para sediar os Jogos Olímpicos de 2016 foi recebida com entusiasmo, mas também com preocupação junto à comunidade acadêmica brasileira. Tal preocupação não é infundada. A experiência dos Jogos Pan-americanos deixou sérias dúvidas sobre a capacidade das lideranças políticas e esportivas do país de realizar eventos esportivos de grande magnitude. Mesmo sendo um acontecimento menor quando comparado aos Jogos Olímpicos, o Pan de 2007 já deixou uma idéia dos desafios a serem enfrentados: gastos muito acima dos previstos, suspeitas de desvio de recursos e de superfaturamento nas compras, obras sem licitação, instalações subutilizadas, para mencionar apenas alguns dos problemas mais conhecidos pelo público.
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Países de Língua Portuguesa
No âmbito dos trabalhos do XIII Congresso de Ciências do Desporto e Educação Física dos Países de Língua Portuguesa realizou-se um simpósio no domínio dos Estudos Olímpicos. Este simposio ficou-se a dever ao entusiasmo do Prof. Alberto Reppold da Universidade do Rio Grande do Sul - Brasil que liderou o processo e ao empenho do Prof. António Prista da Universidade Pedagógica - Moçambique que foi o responsável pela realização do Congresso.
Das várias intervenções que vamos passar a divulgar, destacamos a do Prof Jorge Steinhilber que agora com a devida vénia passamos a apresentar.

No Brasil tivemos um grande avanço a partir da promulgação da Constituição de 1998 que estabelece a prática esportiva como direito de cada cidadão. Art. 217 “É dever do estado fomentar práticas desportivas formais e não formais como direito de cada um... Identifico que no Brasil tivemos um grande avanço a partir da promulgação da Constituição de 1998 que estabelece a prática esportiva como direito de cada cidadão. Art. 217 “É dever do estado fomentar práticas desportivas formais e não formais como direito de cada um...
Desde que me envolvi com a AOB tenho me deparado com algumas interrogações e incongruências.
Os discursos, os estudos, os artigos, teses, livros e outros abordam a questão dos valores do esporte, do olimpismo, do esporte como fator de educação acompanhando a proposta de Barão de Coubertin, mas e a prática, e as ações e no concreto?

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Vancouver 2010
Poucos portugueses são capazes de dizerem sim ou dizerem não; determinarem um objectivo claro; e traçarem uma linha recta para o alcançarem.
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Danny Silva provou ser capaz de o fazer. Participou nos Jogos Olímpicos de Inverno - Turim (2006) nos “15Km de Esqui de Fundo”.
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Recorde-se que Jogos Olímpicos de Inverno, por proposta de Coubertin, realizaram-se pela primeira vez em Chamonix em 1924. Portugal iniciou a sua participação nos Jogos Olímpicos de Inverno em Oslo 1952.
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Comité Olímpico Brasileiro
O Comité Olímpico Brasileiro, ao contrário de congéneres por esse mundo fora, teve o bom senso e a inteligência de perceber que, relativamente ao processo relativo ao livro de Katia Rubio “Esporte, Educação e Valores Olímpicos”, estava a ir por caminhos que não levavam a lado nenhum.
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Vivemos num mundo em rede, num mundo com lógicas que nada têm a ver com o passado recente do Movimento Olímpico em que os líderes afirmavam a sua liderança através do “quero, posso e mando”. .
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Jacques Rogge, um homem do “soft power”, tem vindo a promover uma paulatina abertura do Comité Olímpico Internacional que deve ser um exemplo para os dirigentes olímpicos por esse mundo fora.
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Esperamos que esses dirigentes, agora, sigam o exemplo do COB e percebam que sem um ambiente de debate franco e aberto e sem a produção de conhecimento não existe nem evolução nem progresso.
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Aqui deixamos as nossas felicitações à Profª Katia Rubio mas também ao COB que teve a capacidade de perceber que só erra quem não está disponível para corrigir.
Katia Rubio - Relato dos acontecimentos na 1ª pessoa
Mas não importa não faz mal, você ainda pensa e é melhor do que nada…
A sexta-feira começou cheia de expectativa. Nenhum sinal de fumaça vindo do Rio de Janeiro. Na ESPN as chamadas para o programa Juca Entrevista já estavam no ar e as mensagens chegavam trazendo a expectativa de muitos sobre a repercussão do programa. Com o Juca não se brinca!
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PELO DIREITO OLÍMPICO DE SE ESTUDAR E PESQUISAR NO BRASIL
Uma carta da Profª. Dra. Katia Rubio
Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo
Desde que ingressei na Universidade de São Paulo como docente fui posta à prova em um processo seletivo, três concursos, além das bancas de mestrado, doutorado e livre docência. Essa é a razão de ser da vida acadêmica. Sem contar na participação dos inúmeros editais que concederam auxílios ou bolsas aos projetos de pesquisa que desenvolvo. Com isso quero dizer que estou acostumada a ser avaliada e julgada de forma quase que ininterrupta há muitos anos.
Penso que aceitei o desafio da vida acadêmica porque fui criada e educada dentro do esporte. Aprendi ao longo da minha vida esportiva que o sucesso é o resultado de um processo que envolve dedicação, disciplina, determinação e que perder e ganhar faz parte do jogo. Nem sempre ganhando, nem sempre perdendo, mas aprendendo a jogar, já cantava Elis. Tive a felicidade de contar com excelentes professores e técnicos que apontavam a todo instante a fundamentação ética dessa atividade, sem necessariamente evocar essas palavras.
Talvez venha daí o meu compromisso como pesquisadora e educadora: tive grandes mestres que adotaram uma pedagogia mimética e me inspiraram a fazer o mesmo.
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Desporto & Política
Aqueles que insistem em afirmar que o desporto nada tem a ver com a política aí está o livro de John Carlin intitulado na tradução portuguesa "Invictus" da “Editorial Presença” . O filme baseado na obra já está em várias salas de cinema do país.
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O título da versão inglesa é Playing the Enemy – “Nelson Mandela and the Game that Made a Nation”.
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Na realidade, dizer que o desporto nada tem a ver com a política, perspectiva cunhada por Avery Brundage (1887-1975), que exerceu a liderança do Comité Olímpico Internacional (COI) de 1952 a 1972, provocou ao longo dos últimos sessenta anos não só enormes prejuízos ao desporto como à própria política naquilo a que esta tem de mais nobre.
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Recomendamos a leitura do livro em questão não só pela compreensão daquilo que o desporto pode desempenhar na construção da identidade nacional, como pelo extraordinário exemplo de Nelson Mandela um dos grandes líderes mundiais de todos os tempos.
Do livro em questão respigamos o seguinte:
."Os políticos são peritos em explorar a esperança que as pessoas têm de que o Paraíso na Terra seja possível. Mas, como não é, a vida das nações - tal como a de cada um de nós - é uma luta eterna por sonhos. No caso de Mandela, o sonho que o acompanhara durante os vinte e sete anos que passou na prisão foi o mesmo que incendiara o espírito de Martin Luther King Junior: o de que, um dia, as pessoas do seu país deixariam de ser julgadas pela cor da pele e passariam a ser julgadas pelos seus actos.” (p.15).
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“O desporto é um poderoso mobilizador das emoções das massas e um dos cadinhos onde melhor se moldam as percepções políticas.” (p.17)
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“O desporto tem o poder de mudar o mundo. Tem o poder de inspirar e de unir as pessoas que pouco ou nada têm... e derruba barreiras raciais até com maior facilidade que os governos mais poderosos.” Frase proferida por Nelson Mandela aquando da atribuição de um prémio a Pelé. (p.18)
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“Mandela explicou-me como se lembrara do poder político do desporto, estando ainda na prisão, e como transformara o Campeonato do Mundo de Râguebi de 1995 num instrumento importante para a concretização do objectivo estratégico que traçara durante os cinco anos em que foi o primeiro presidente democraticamente eleito na África do Sul, o qual consistia em reconciliar brancos e negros e, simultaneamente, em criar condições para uma paz duradoura num país que apenas cinco anos antes, quando ele saíra da prisão, reunia todas as condições para uma guerra civil. Nessa ocasião falou-me, abafando por vezes o riso, dos problemas que tivera em convencer a sua própria gente a apoiar a selecção de râguebi. Também falou afectuosamente de François Pienaar, o loiro enorme, filho do apartheid, que fora o capitão da selecção nacional os Springboks.” (p.18).
(a continuar)

Desporto
&
Desenvolvimento Humano
O Secretário-geral das Nações Unidas Ban Ki-moon no discurso que proferiu na abertura do XIII Congresso Olímpico realizado de 3 a 5 de Outubro de 2009 em Copenhaga, disse:
“o desporto pode ser visto em qualquer parte do mundo. Viajei por países repletos de pobreza. Por comunidades em luta pela sobrevivência. Por lugares devastados pela guerra, onde toda a esperança parecia perdida. De repente, aparecia uma bola feita de sacos plásticos ou de jornais atados com um cordel. E víamos o desporto dar vida aos sonhos e às esperanças.”
E os 1.200 delegados presentes tiveram a oportunidade de perceber a força que o desporto pode ter quando Ban Ki-moon lhes mostrou a referida bola artesanal feita de sacos velhos de plástico atados com um cordel.
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Os donos da bola eram crianças pobres dos bairros de Nairobi.
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Aquela bola artesanal tinha sido substituída por bolas e equipamentos desportivos de qualidade, oferecidos pela ONU.
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Depois de ter sido assinada por Rogge e Ban Ki-moon a bola foi levada para o Dubai, onde foi leiloada num evento de beneficência organizado pela princesa Haya Al Hussein. Acabou por ser vendida por 205 mil dólares que vão suportar programas de desenvolvimento do desporto para crianças e jovens na Palestina.
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O novo dono da bola devolveu-a a fim de ser colocada no Museu Olímpico de Lausanne.
Mais um livro organizado por Lamartine DaCosta
É impressionante a produção, organização e orientação de trabalhos do Prof. Lamartine DaCosta.
Aqui fica a referência bem como a admiração e os parabéns do Forum Olímpico de Portugal
Gustavo Pires
17/12/2009
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Atleta do Século
Carlos Lopes medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Los Angeles (1984) foi homenageado pelo Comité Olímpico de Portugal na comemoração do seu pretenso centenário.
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Carlos Lopes, e isso é o que interessa, recebeu das mãos de um atleta olímpico de seu nome Jacques Rogge que hoje é Presidente do Comité Olímpico Internacional o troféu "Atleta do Centenário" do Movimento Olimpico em Portugal.
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Note-se que o Movimento Olímpico arrancou em Portugal no ano de 1906 quando D. Carlos I indicou a Pierre de Coubertin o Dr. António Lancastre, médico da corte, para representar em Portugal os interesses do Comité Olímpico Internacional.
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O Comité Olímpico de Portugal, em boa verdade, comemorará os cem anos precisamente no dia 30 de Abril de 2012.
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Carlos Lopes é um digno representante do Movimento Olímpico Português. Parabéns.
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Logo
O logo dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2014, que serão realizadas em Sochi, na Rússia, é o primeiro a trazer o endereço da organização na web – Sochi2014.ru. Esta decisão tem como objectivo atrair novas audiências através das novas plataformas digitais.
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O slogan dos jogos será:
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Gateway to the Future
Para Jacques Rogge devido ao crescimento das mídias sociais, a nova marca vai certamente tornar-se durante os próximos anos numa das marcas mais conhecidas.

Estado Ignora O COP
João Marreiros
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Segundo um artigo de Edite Dias no Jornal "A Bola" de 25 de Novembro de 2009, Estado ignora gala dos 100 anos do COP. Cavaco e Sócrates não responderam ao convite de Vicente Moura para estarem na gala do centenário do Comité Olímpico de Portugal. Um jantar de gala para mais de mil pessoas, agendado para depois de amanhã, em Oeiras, nos Jardins do Palácio Marquês de Pombal, e que contará com a presença do presidente do Comité Olímpico Internacional, o belga Jacques Rogge, dirigente máximo da mais importante instituição desportiva mundial, encerra a semana de comemorações do Centenário do Comité Olímpico de Portugal (COP).
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Mas o momento alto das celebrações daquele que é o 13.º Comité Olímpico mais antigo do mundo corre o risco de ficar marcado pela ausência dos principais dignitários do País. É que tanto a Presidência da República, como o gabinete do Primeiro Ministro, ainda não confirmaram as presenças (ou ausências) de Aníbal Cavaco Silva e de José Sócrates, apesar dos convites terem sido formulados em devido tempo pelo presidente do COP. A BOLA sabe que o silêncio dos chefes de Estado e do Governo está a preocupar Vicente Moura que, a 48 horas do Jantar do Centenário - no qual, a par de Jacques Rogge, têm presenças confirmadas, entre outros, o presidente dos comités olímpicos europeus e representantes dos mesmos, de organizações e federações internacionais, bem como representantes das cidades organizadoras das futuras edições dos Jogos Olímpicos, Vancouver 2010, Insbruck 2012, Sochi 2014, Londres 2012 e, claro, Rio 2016 - tem unicamente garantida a comparência do secretário de Estado da Juventude e do Desporto, Laurentino Dias.
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Também no Jornal "Record" de 20 de Novembro de 2009, o Professor Monge da Silva defende que o Comité Olímpico de Portugal não faz 100 anos em 2009, mas sim no ano de 2012, lembrando que o COP comemorou os 50 anos em 1962, havendo uma placa comemorativa que entretanto desapareceu, mas antes foi fotografada.
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Perante estes factos reais com os respectivos documentos que colocam um embargo comemorativo, perguntamos nós: Teria chegado ao conhecimento, quer do Senhor Presidente da República, quer do Senhor Primeiro-Ministro, que a data agora em causa não é a verdadeira data do centenário daí o silêncio face à resposta da representatividade no evento do dito centenário?
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