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José Antunes de Sousa
Acabou de ser editado pela "Livros do Brasil" o livro "Desporto em Flagrante" da autoria de José Antunes de Sousa.
Antunes de Sousa é doutorado em Filosofia pela Universidade Católica Portuguesa. Actualmente é professor do Instituto Piaget e Presidente da Sociedade Portuguesa de Motricidade Humana.
Do livro em questão aqui fica, com a devida vénia, uma crónica sobre os Jogos Olímpicos de Pequim intitulada:
"O Fiasco de Pequim"


Olimpismo
&
Desenvolvimento Humano
Gustavo Pires
Alcides Vieira Costa
Os membros do Comité Olímpico Internacional deslocaram-se ao Rio de Janeiro a fim de inspeccionarem os trabalhos conducentes à organização dos Jogos de 2016.
Entretanto, um grupo de manifestantes que vão ser desalojados manifestou-se à porta do hotel onde se realizava a reunião a fim de poderem falar com os membros doo COI e apresentarem as suas posições. Acabaram por não ser recebidos.
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Morreu Saldanha Sanches
Morreu um lutador contra a corrupção que de há demasiados anos a esta parte tem vindo a sugar o sangue e a destruir a alma do país.
Há homens que nos marcam a vida, e mulheres também. São seres especiais que se elevam acima de mediocridade de todos os dias da vida da maioria.
Saldanha Sanches foi um lutador contra a corrupção e na sua luta o desporto não escapou à sua análise fina, inteligente e oportuna. Se o país tivesse por hábito ouvir homens como Saldanha Sanches não estava certamente na situação económica, financeira e política vexante em que hoje se encontra.
“As instalações desportivas são caras; mas constituem das formas mais eficazes para melhorar a relação dos alunos com a escola e com isso melhorar os resultados escolares.”
Com a devida vénia aqui fica um texto de Saldanha Sanches publicado no semanário “Expresso” em 25 de Agosto de 2001.

Comité Olímpico de Portugal
Do Sr. Prof. João Marreiros recebemos a informação que agora se divulga. O FOP agradece. Aqui ficam mais dados para os sem anos do Comité Olímpico de Portugal.


Ao efectuarmos os nossos trabalhos de pesquisa sobre a data da fundação do Comité Olímpico Português encontrámos na Internet um blogue sobre o Remo.
Com a devida vénia a Carlos Henriques que pretende publicar no seu blogue actos desconhecidos sobre a história dos desportos náuticos, pretendendo ainda colocar a sua beleza em destaque através do seguinte endereço: (clik aqui)
Os documentos do Comité Olímpico Português são alusivos à trágica morte do Maratonista Francisco lázaro nos Jogos Olímpicos que se realizaram no ano de 1912, na cidade de Estocolmo.


Este documento timbrado, do Comité Olympico Português, menciona o valor com que subscreveu o Clube Naval de Lisboa, para o mausoléu de Francisco Lázaro. Curioso é a palavra Olympico estar escrita com y e o carimbo azul ser da Sociedade Promotora de Educação Physica Nacional, cuja sede funcionava no Centro Nacional de Esgrima, no Largo do Picadeiro em Lisboa, nas cercanias do Teatro S. Carlos.


A Estória de Marc Hodler
Gustavo Pires
Todos os homens têm a sua pequena estória para contar, geralmente insignificante, enigmática e pessoalíssima. Marc Hodler (1918-2006) também tinha a sua mas não era aquela que, seguramente, foi a estória mais importante da sua vida.
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Valores Olímpicos no Séc. XXI
Otávio Tavares
Toda mudança gera, freqüentemente, expectativas e reflexões. Isto é particularmente verdadeiro quando pensamos nos ciclos de tempo. Ao contrário do processo social, que se realiza de maneira longa e quase sempre intangível, a organização humana da contagem dos ciclos do tempo nos fornece um referencial concreto e regular para pensarmos a própria existência. Assim, a passagem dos anos, décadas, séculos e milênios nos sugere verdadeiramente o encerramento de um período e início de um novo. O sentido simbólico da mudança de calendário é forte o bastante para que pensemos que realmente um período da história acabou e outro está para começar. (ver mais)


Samaranch morreu, viva Samaranch…
Acabou de falecer a 21 de Abril de 2010 o homem que catapultou o Movimento Olímpico na senda do futuro. Contudo, Samaranch foi um homem acerca do qual, hoje, não é fácil falar, porque, se só referimos os aspectos negativos da sua vida de dirigente desportivo franquista não estamos a ser justos, mas se, pelo contrário, optarmos por uma série de elogios laudatórios, passamos por ser ingénuos.
Consideramos que Antonio Samaranch, a par de Horst Dassler (1936-1987) filho de Adi Dessler fundador da marca Adidas, Primo Nebiolo (1923-1999) presidente da Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF) e João Havelange (n. 916) sétimo presidente da FIFA de 1974 a 1998, para o bem e para o mal, foi um dos quarto pilares do desporto moderno no último quartel do século XX.
Eleito para presidência do Comité Olímpico Internacional (COI) em 1980, foi capaz de conduzir o Movimento Olímpico à projecção universal que hoje tem, aparentemente com a maior das facilidades. Acabou por sair passados 21 anos em 2001, desgastado pelos escândalos de corrupção que envolveram o COI a partir de 1998, quando o suíço Marc Hodler (1918-2006), membro vitalício do COI desde 1963 (!), candidato à presidência do COI mas derrotado por Antonio Samaranch (a vingança serve-se fria), resolveu dizer que: “de cinco a sete por cento dos membros do COI eram compráveis”.
O grupo dos quatro, associados a Patrick Nally co-fundador da “West Nally Marketing” pioneira no marketing internacional, engendraram aquilo que o repórter inglês Andrew Jennings, um dos críticos mais ferozes do Movimento Olímpico, designou por “o clube” que, com o dinheiro da Coca-cola, catapultou um desporto diletante, medíocre, de valor pedagógico duvidoso e socialmente incapaz, para a era do económico. É evidente que não há bela sem senão…
Em conformidade, a mercantilização do Movimento Olímpico e a liquidação do estatuto de amador são, certamente, do ponto de vista ideológico, as duas marcas mais significativas do consulado de Samaranch. Sim, ele governou o Movimento Olímpico tal como um imperador.
Como referiu Bill Gates, as coisas transformam-se radicalmente quando se lhes muda as fontes de financiamento. Em conformidade, com Samaranch o desporto mudou radicalmente. Nem sempre no bom sentido, nem sempre pelas melhores razões, contudo, em termos gerais, mudou para melhor. E quando hoje comparamos o que se passa pelo mundo e vemos os “enrons”, os “subprimes” e os “lehmanbrothers”, então temos de concluir que Samaranch mudou o desporto para muito melhor do que a própria sociedade aonde ele teve de se desenvolver.
Samaranch morreu, viva Samaranch…


Perspectivas para o Brasil
Selda Engelman
Centro de Estudos Olímpicos
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
No mundo globalizado, sem fronteiras e plano, Zigmunt Baumann anuncia que hoje se vive em uma modernidade líquida (Baumann, 2001). Liquidez esta que exprime, entre outras coisas, a perda das tradições e crenças mais arraigadas, o desenlace entre passado, presente e futuro, a falta de bússolas no mapeamento dos caminhos a seguir e a emergência de labirintos que refletem tão somente incertezas, dúvidas e inseguranças. Afinal, para onde caminha a humanidade?
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Jogos Olímpicos e Direitos do Cidadão
Alberto Reinaldo Reppold Filho
Centro de Estudos Olímpicos
Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Brasil
A escolha da cidade do Rio de Janeiro para sediar os Jogos Olímpicos de 2016 foi recebida com entusiasmo, mas também com preocupação junto à comunidade acadêmica brasileira. Tal preocupação não é infundada. A experiência dos Jogos Pan-americanos deixou sérias dúvidas sobre a capacidade das lideranças políticas e esportivas do país de realizar eventos esportivos de grande magnitude. Mesmo sendo um acontecimento menor quando comparado aos Jogos Olímpicos, o Pan de 2007 já deixou uma idéia dos desafios a serem enfrentados: gastos muito acima dos previstos, suspeitas de desvio de recursos e de superfaturamento nas compras, obras sem licitação, instalações subutilizadas, para mencionar apenas alguns dos problemas mais conhecidos pelo público.
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Países de Língua Portuguesa
No âmbito dos trabalhos do XIII Congresso de Ciências do Desporto e Educação Física dos Países de Língua Portuguesa realizou-se um simpósio no domínio dos Estudos Olímpicos. Este simposio ficou-se a dever ao entusiasmo do Prof. Alberto Reppold da Universidade do Rio Grande do Sul - Brasil que liderou o processo e ao empenho do Prof. António Prista da Universidade Pedagógica - Moçambique que foi o responsável pela realização do Congresso.
Das várias intervenções que vamos passar a divulgar, destacamos a do Prof Jorge Steinhilber que agora com a devida vénia passamos a apresentar.

No Brasil tivemos um grande avanço a partir da promulgação da Constituição de 1998 que estabelece a prática esportiva como direito de cada cidadão. Art. 217 “É dever do estado fomentar práticas desportivas formais e não formais como direito de cada um... Identifico que no Brasil tivemos um grande avanço a partir da promulgação da Constituição de 1998 que estabelece a prática esportiva como direito de cada cidadão. Art. 217 “É dever do estado fomentar práticas desportivas formais e não formais como direito de cada um...
Desde que me envolvi com a AOB tenho me deparado com algumas interrogações e incongruências.
Os discursos, os estudos, os artigos, teses, livros e outros abordam a questão dos valores do esporte, do olimpismo, do esporte como fator de educação acompanhando a proposta de Barão de Coubertin, mas e a prática, e as ações e no concreto?

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Vancouver 2010
Poucos portugueses são capazes de dizerem sim ou dizerem não; determinarem um objectivo claro; e traçarem uma linha recta para o alcançarem.
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Danny Silva provou ser capaz de o fazer. Participou nos Jogos Olímpicos de Inverno - Turim (2006) nos “15Km de Esqui de Fundo”.
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Recorde-se que Jogos Olímpicos de Inverno, por proposta de Coubertin, realizaram-se pela primeira vez em Chamonix em 1924. Portugal iniciou a sua participação nos Jogos Olímpicos de Inverno em Oslo 1952.
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Comité Olímpico Brasileiro
O Comité Olímpico Brasileiro, ao contrário de congéneres por esse mundo fora, teve o bom senso e a inteligência de perceber que, relativamente ao processo relativo ao livro de Katia Rubio “Esporte, Educação e Valores Olímpicos”, estava a ir por caminhos que não levavam a lado nenhum.
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Vivemos num mundo em rede, num mundo com lógicas que nada têm a ver com o passado recente do Movimento Olímpico em que os líderes afirmavam a sua liderança através do “quero, posso e mando”. .
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Jacques Rogge, um homem do “soft power”, tem vindo a promover uma paulatina abertura do Comité Olímpico Internacional que deve ser um exemplo para os dirigentes olímpicos por esse mundo fora.
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Esperamos que esses dirigentes, agora, sigam o exemplo do COB e percebam que sem um ambiente de debate franco e aberto e sem a produção de conhecimento não existe nem evolução nem progresso.
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Aqui deixamos as nossas felicitações à Profª Katia Rubio mas também ao COB que teve a capacidade de perceber que só erra quem não está disponível para corrigir.
Katia Rubio - Relato dos acontecimentos na 1ª pessoa
Mas não importa não faz mal, você ainda pensa e é melhor do que nada…
A sexta-feira começou cheia de expectativa. Nenhum sinal de fumaça vindo do Rio de Janeiro. Na ESPN as chamadas para o programa Juca Entrevista já estavam no ar e as mensagens chegavam trazendo a expectativa de muitos sobre a repercussão do programa. Com o Juca não se brinca!
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PELO DIREITO OLÍMPICO DE SE ESTUDAR E PESQUISAR NO BRASIL
Uma carta da Profª. Dra. Katia Rubio
Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo
Desde que ingressei na Universidade de São Paulo como docente fui posta à prova em um processo seletivo, três concursos, além das bancas de mestrado, doutorado e livre docência. Essa é a razão de ser da vida acadêmica. Sem contar na participação dos inúmeros editais que concederam auxílios ou bolsas aos projetos de pesquisa que desenvolvo. Com isso quero dizer que estou acostumada a ser avaliada e julgada de forma quase que ininterrupta há muitos anos.
Penso que aceitei o desafio da vida acadêmica porque fui criada e educada dentro do esporte. Aprendi ao longo da minha vida esportiva que o sucesso é o resultado de um processo que envolve dedicação, disciplina, determinação e que perder e ganhar faz parte do jogo. Nem sempre ganhando, nem sempre perdendo, mas aprendendo a jogar, já cantava Elis. Tive a felicidade de contar com excelentes professores e técnicos que apontavam a todo instante a fundamentação ética dessa atividade, sem necessariamente evocar essas palavras.
Talvez venha daí o meu compromisso como pesquisadora e educadora: tive grandes mestres que adotaram uma pedagogia mimética e me inspiraram a fazer o mesmo.
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Desporto & Política
Aqueles que insistem em afirmar que o desporto nada tem a ver com a política aí está o livro de John Carlin intitulado na tradução portuguesa "Invictus" da “Editorial Presença” . O filme baseado na obra já está em várias salas de cinema do país.
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O título da versão inglesa é Playing the Enemy – “Nelson Mandela and the Game that Made a Nation”.
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Na realidade, dizer que o desporto nada tem a ver com a política, perspectiva cunhada por Avery Brundage (1887-1975), que exerceu a liderança do Comité Olímpico Internacional (COI) de 1952 a 1972, provocou ao longo dos últimos sessenta anos não só enormes prejuízos ao desporto como à própria política naquilo a que esta tem de mais nobre.
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Recomendamos a leitura do livro em questão não só pela compreensão daquilo que o desporto pode desempenhar na construção da identidade nacional, como pelo extraordinário exemplo de Nelson Mandela um dos grandes líderes mundiais de todos os tempos.
Do livro em questão respigamos o seguinte:
."Os políticos são peritos em explorar a esperança que as pessoas têm de que o Paraíso na Terra seja possível. Mas, como não é, a vida das nações - tal como a de cada um de nós - é uma luta eterna por sonhos. No caso de Mandela, o sonho que o acompanhara durante os vinte e sete anos que passou na prisão foi o mesmo que incendiara o espírito de Martin Luther King Junior: o de que, um dia, as pessoas do seu país deixariam de ser julgadas pela cor da pele e passariam a ser julgadas pelos seus actos.” (p.15).
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“O desporto é um poderoso mobilizador das emoções das massas e um dos cadinhos onde melhor se moldam as percepções políticas.” (p.17)
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“O desporto tem o poder de mudar o mundo. Tem o poder de inspirar e de unir as pessoas que pouco ou nada têm... e derruba barreiras raciais até com maior facilidade que os governos mais poderosos.” Frase proferida por Nelson Mandela aquando da atribuição de um prémio a Pelé. (p.18)
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“Mandela explicou-me como se lembrara do poder político do desporto, estando ainda na prisão, e como transformara o Campeonato do Mundo de Râguebi de 1995 num instrumento importante para a concretização do objectivo estratégico que traçara durante os cinco anos em que foi o primeiro presidente democraticamente eleito na África do Sul, o qual consistia em reconciliar brancos e negros e, simultaneamente, em criar condições para uma paz duradoura num país que apenas cinco anos antes, quando ele saíra da prisão, reunia todas as condições para uma guerra civil. Nessa ocasião falou-me, abafando por vezes o riso, dos problemas que tivera em convencer a sua própria gente a apoiar a selecção de râguebi. Também falou afectuosamente de François Pienaar, o loiro enorme, filho do apartheid, que fora o capitão da selecção nacional os Springboks.” (p.18).
(a continuar)
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